- tns money
- Posts
- 1 em cada 9 CEOs foi substituído em 2025, e o Brasil não ficou de fora
1 em cada 9 CEOs foi substituído em 2025, e o Brasil não ficou de fora
O mundo corporativo está trocando de liderança em ritmo recorde, e os novos CEOs são cada vez mais jovens e estreantes no cargo

Good morning, Brasil.
Os mercados voltam a subir após uma segunda-feira de muito estresse. Os temores sobre os impactos da IA em diversos setores continuam gerando volatilidade e incerteza.
Para ficar no radar: a Nvidia publica seu balanço hoje após o fechamento do mercado. A expectativa é grande e o resultado pode fazer preço amanhã.
O Paper of the Day traduz em números a troca de CEOs nas principais companhias do mundo, incluindo o Brasil. Afinal, quais os motivos que estão fazendo essa cadeira girar cada vez mais rápido?
Aqui está o seu the news money de hoje.
QUICK TAKES
📎 Read: E se a IA não acabar com o mundo de verdade? (The Kobeissi Letter)
▶️ Watch: Marx tinha razão, o capitalismo vai acabar, a IA será o prego no caixão? (Fernando Ulrich)
#️⃣ Stat: O Bitcoin caiu 50% em relação à sua máxima histórica e caminha para o seu pior mês desde junho de 2022 (Sherwood)
🧊 Ice Breaker: Embraer anuncia ‘refresh’ do Praetor com dois novos modelos (Brazil Journal)
Resultados:
Mercado Livre (MELI) tem lucro abaixo do esperado no 4° tri; receita bate estimativas
GPA (PCAR3) tem prejuízo de R$572 mi no 4º tri, maior que o esperado
Iguatemi (IGTI3) tem lucro líquido ajustado de R$159 mi no 4º tri
PAPER OF THE DAY
1 em cada 9 CEOs foi substituído em 2025, e o Brasil não ficou de fora
Em um único dia de fevereiro de 2026, Disney, PayPal e HP anunciaram novos CEOs. Na semana seguinte, Walmart e Procter & Gamble fizeram o mesmo. Esses movimentos não foram apenas “coincidências”, mas o reflexo de algo que está redesenhando o topo do mundo corporativo.
Em 2025, 1 em cada 9 CEOs das 1.500 maiores empresas públicas dos Estados Unidos foi substituído. É o maior índice desde pelo menos 2010, quando o mercado ainda se recuperava da crise financeira. Segundo levantamento da Spencer Stuart divulgado pelo Wall Street Journal, apenas no quarto trimestre do ano passado, empresas com capitalização combinada de US$ 1,3 trilhão trocaram de comando. Nos primeiros meses de 2026, esse número já chegou a US$ 2,2 trilhões — com Walmart respondendo por quase metade.
Globalmente, a Russell Reynolds registrou 234 saídas de CEOs nos principais índices acionários em 2025, alta de 16% sobre 2024 e 21% acima da média dos últimos oito anos. É o segundo ano consecutivo de recorde.

Imagem gerada por IA
O Brasil também faz parte da tendência, principalmente com as movimentações de 2024. Um levantamento da Flow Executive Finders mostrou que 37% das empresas do Ibovespa trocaram de CEO no biênio 2023-2024 — 30 companhias no total, alta de 42% frente ao período anterior. Entre as 20 maiores do índice, 35% encaminharam um novo CEO só em 2024, incluindo Vale e Petrobras. Bradesco, Ambev, WEG e Sabesp também figuraram na lista.
O que está por trás dessa onda?
Uma parte é estrutural. Mandatos estão ficando mais curtos: o tempo médio de permanência dos CEOs que saíram caiu para 7,1 anos nas empresas acompanhadas globalmente. CEOs com 30 a 36 meses de mandato saíram 79% mais do que no ano anterior — sinal de que conselhos estão operando com ciclos de avaliação cada vez mais curtos. Pela primeira vez, sucessões planejadas superaram aposentadorias como principal motivo de troca, representando 32% de todas as saídas nas empresas monitoradas pelo índice.
Outra parte é o ambiente. IA, tarifas, instabilidade geopolítica e mudanças regulatórias criaram um cenário em que o “manual do passado” não funciona mais. Como resume James Citrin, da Spencer Stuart: “quem simplesmente repete os playbooks anteriores não é necessariamente a escolha certa para este ciclo.”
No Brasil, fatores locais se somam: pressão política em estatais, ciclos estratégicos mais curtos e demanda por executivos com fluência em transformação digital e ESG.
O perfil de quem assume também mudou. Nas 1.500 maiores empresas públicas dos EUA analisadas pela Spencer Stuart, os novos CEOs têm em média 54 anos — dois anos a menos que os nomeados em 2024. Mais de 80% estão assumindo o cargo de CEO pela primeira vez. Dois terços nunca integraram um conselho de administração. E, nas grandes companhias americanas, contratações externas quase dobraram: no S&P 500, passaram de 18% para 33% em 2025, o maior nível em oito anos.
Takeaway: O critério mudou. Agora, já não basta “apenas” entregar resultado — é preciso entregar o resultado certo no momento certo. E os conselhos parecem estar cada vez menos pacientes com a dúvida.
HEADLINES
World Big News
Alerta ao Irã e Venezuela amiga: Destaques da fala de Trump ao Congresso (CNN Brasil)
Diretor do Museu do Louvre renuncia após 'roubo do século' (CNN)
Irã perto de fechar acordo para comprar mísseis antinavio supersônicos da China (Reuters)
A Ucrânia presta homenagem aos seus mortos enquanto a guerra entra em seu quinto ano (BBC)
Governo, Tesouro, BC e Brasília
Arrecadação federal bate recorde histórico e soma R$ 325,8 bilhões em janeiro, maior valor em 32 anos (g1)
O Brasil teve déficit de US$ 8,360 bilhões na conta corrente em janeiro, após um saldo negativo de US$ 3,363 bilhões em dezembro, informou o BC (Estadão)
A Caixa Econômica Federal está de olho nos bons ativos do Banco de Brasília (BRB), que negocia com as grandes instituições a venda de carteiras de crédito para capitalização (Metrópoles)
Governo suspende plano de privatizar hidrovias na Amazônia após protestos indígenas (InfoMoney)
Mendonça coloca estrutura da PF à disposição de Vorcaro para audiência no Senado (Times Brasil)
Economia Real, Agro e Commodities
Raízen além da dívida: açúcar em queda e avanço do etanol de milho pressionam o setor (InvestNews)
Cicopal investe mais de R$ 180 milhões em nova fábrica em Patrocínio (MG) (Super Varejo)
Subaru fecha última loja e deixa de vender carros novos no Brasil (Auto Esporte)
‘Chip na bomba’ e metanol: as fraudes agora estão crescendo nos postos (Brazil Journal)
Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia
Cosan e Shell articulam aporte de R$ 5,5 bi de fundos do BTG na Raízen (Bloomberg Línea)
FIIs atingem R$ 200 Bi e B3 prepara nova fase com derivativos (Forbes)
Shein investe US$ 1,4 bi na China enquanto aguarda sinal verde para IPO em Hong Kong (Bloomberg Línea)
Como a Advent multiplicou seu investimento na Argentina contra todas as previsões (NeoFeed)
Tech, Silicon Valley, Startups, Criptos, VC
Canary dribla liquidez restrita e levanta US$ 150 milhões (Pipeline Valor)
O aplicativo Canva anunciou a aquisição de duas startups: a Cavalry, que trabalha com animação, e MangoAI, que trabalha para melhorar o desempenho de anúncios (TechCrunch)
Valor da Stripe sobe para US$ 159 bilhões e deixa IPO mais longe. Agora, ela se torna a sexta maior empresa privada do mundo (NeoFeed)
Anthropic inicia venda de ações para funcionários no valor de US$ 5 a 6 bilhões, com avaliação de US$ 350 bilhões (Outlook Business)
Meta fecha acordo para chips de IA com a AMD dias depois de se comprometer a implantar milhões de GPUs da Nvidia (CNBC)
IPO, M&A, Deals e Private Equity
Por que o BTG comprou 1% do Banamex (Brazil Journal)
BTG oferece à Tecnisa (TCSA3) R$ 260 milhões por 26% da Windsor (Seu Dinheiro)
Uber vai adquirir o aplicativo de estacionamento SpotHero (Uber)
Fundo de Investimento Público da Arábia Saudita (PIF) terá gasto mais de US$ 6 bilhões no LIV Golf até 2027 (Front Office Sports)
A KKR planeja um IPO de US$ 1 bilhão para a Global Medical Response (Private Equity Insights)
GRÁFICO DO DIA
A Berkshire Hathaway tem dinheiro suficiente para comprar: Roblox (US$ 46,25 bilhões); Duolingo (US$ 5,01 bilhões); Snap Inc. (US$ 8,46 bilhões); Coinbase (US$ 41,68 bilhões); Cloudflare (US$ 58,16 bilhões); Lululemon (US$ 21,26 bilhões) e ainda sobrariam mais de US$ 200 bilhões.

Gráfico: Financial Times
AGENDA
Segunda 23/02: Ano Novo Chinês; Aniversário do Imperador (Japão) - Feriados
Terça 24/02: Investimento Estrangeiro Direto; Confiança do Consumidor CB (EUA); Discurso Donald Trump
Quarta 25/02: PIB Alemanha
Quinta 26/02: IGP-M (BRA); Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego (EUA)
Sexta 27/02: Dívida Bruta/PIB; IPCA-15; Índice de Evolução de Emprego do CAGED; IPP (EUA)
Gostou da leitura? Envie pelo WhatsApp para seus amigos do mercado financeiro clicando aqui. Eles também vão gostar.
Dê a sua nota para a edição de 1 a 5 |
Faça Login ou Inscrever-se para participar de pesquisas. |
THE NEWS MONEY // THAT'S ALL, FOLKS
BECAUSE MONEY MATTERS. Leitura diária obrigatória para gestores, traders, bankers e CEOs. Todas as manhãs de pregão, na sua caixa de entrada.
powered by

