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💸O turnaround da Cosan vai funcionar?
As ações da Cosan retornaram a patamares de uma década atrás, reflexo de um ciclo de expansão alavancada e da atual reestruturação da holding.

Good morning, Brasil.
Antes de começarmos, um aviso importante: o THE PAPER evoluiu e vira the news money.
Fique tranquilo, a mudança só foi no nome: o formato, a linguagem e a curadoria continuam os mesmos de sempre. Todos os dias de pregão, antes do sino tocar, seguiremos entregando as principais informações para você tomar as melhores decisões.
Para essa semana, as pautas giram em torno dos resultados das empresas e do CEO Conference do BTG Pactual, que reúne os principais nomes do mercado e da política para debater sobre o momento e o futuro do país.
E o Paper of the Day continua. O destaque de hoje é um overview sobre a Cosan, cujas ações negociam nas mínimas de uma década. A pergunta que fica é: o turnaround vai funcionar?
Aqui está o seu the news money de hoje.
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ANTES DO SINO

Fechamento 07/02/2026 — (19:00)
PAPER OF THE DAY
O turnaround na Cosan
As ações da Cosan retornaram a patamares de uma década atrás, reflexo de um ciclo de expansão alavancada e da atual reestruturação da holding. A companhia chega a 2026 como um conglomerado de ativos relevantes, mas também com uma agenda clara de desalavancagem e simplificação.
A holding de Rubens Ometto concentra participações em Raízen (açúcar, etanol e energia), Rumo (logística ferroviária), Compass (gás) e Moove (lubrificantes), num portfólio construído com uso intensivo de capital, aquisições e investimentos estratégicos. Mas dentro dessa estratégia de expansão, dois pontos passaram a pesar nas ações da holding: a aposta em ações da Vale e a estrutura de capital da Raízen.

Imagem: Google Finance

Imagem: Google Finance
O que aconteceu
Em outubro de 2022, a Cosan montou uma posição na casa de R$ 22 bilhões em Vale, via dívida e derivativos, com a tese de que os dividendos da mineradora cobririam o custo dos juros. O cenário previsto de queda de juros e demanda forte da China não se materializou: a Selic ficou em dois dígitos por mais tempo, o ciclo de commodities esfriou, os dividendos caíram e a diferença entre o custo financeiro e o retorno do investimento passou a pressionar o caixa.
Em janeiro de 2025, a empresa zerou a posição, levantando cerca de R$ 9 bilhões, reduzindo a dívida líquida de algo próximo a R$ 22 bilhões para cerca de R$ 13 bilhões, mas com um prejuízo econômico relevante e abrindo mão da recuperação posterior dos papéis. No mesmo período, a Raízen acumulou dívida líquida de R$ 53,4 bilhões, com alavancagem elevada, prejuízo e queima de caixa livre, combinação que passou a ser vista como uma das principais âncoras do valor da holding.
O turnaround
A resposta veio em duas frentes: reforço de capital na holding e discussão de alternativas para a Raízen. A Cosan aprovou um aumento de capital privado de cerca de R$ 10 bilhões, com aportes de BTG Pactual, Perfin e do family office de Ometto, e utilizou os recursos para reduzir dívida e fortalecer o balanço, dando ao BTG uma fatia relevante na estrutura acionária da companhia.
Do lado da gestão, Ometto segue como acionista de referência, mas com governança mais compartilhada e foco declarado em disciplina financeira, incluindo um objetivo de reduzir as despesas gerais e administrativas da holding para algo entre R$ 150 milhões e R$ 200 milhões ao ano. Na Raízen, além de corte de cerca de 20% do capex, venda de ativos não core e discussão de uma eventual oferta de ações, a companhia e seus assessores passaram a avaliar cenários de reestruturação de dívida, incluindo hipóteses de haircut, desmembramento de negócios e novas injeções de capital.
Takeaway: O momento atual da Cosan combina ações próximas às mínimas de anos, um portfólio de ativos estratégicos e uma agenda explícita de ajuste: reduzir dívida na holding, enxugar a estrutura e encontrar uma solução para o balanço da Raízen. A tese deixa de ser apenas crescimento e passa a ser a entrega desse plano, em um contexto em que a Raízen discute desde venda de ativos até reestruturação de dívida – algo que, no longo prazo, pode ajudar a reduzir o desconto de holding que hoje pesa sobre o valor das ações em relação aos ativos do grupo.
Para aprofunda no tema, assista aqui.
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AGENDA
Segunda 09/02: —
Terça 10/02: IPCA (BRA); Vendas Varejo (EUA)
Quarta 11/02: Taxa de Desemprego (EUA)
Quinta 12/02: Crescimento Setor de Serviços (BRA); PIB do Reino Unido
Sexta 13/02: Vendas no Varejo (BRA); IPC (EUA)
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