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A meta corporativa mais ambiciosa da história
Se você acha que a sua meta de bônus é difícil de bater, é porque você ainda não viu a de Elon Musk: colocar 1 milhão de pessoas em Marte.

Good morning, Brasil.
O Ibovespa tombou 2,05% na última sessão, encerrando aos 184.750 pontos. O movimento marcou um forte descolamento de Wall Street, onde o Nasdaq ainda conseguiu sustentar no positivo. Por aqui, o peso da Vale, a expectativa pela "Super Quarta" de juros e a deterioração do cenário externo falaram mais alto.
Em Brasília, o dia foi longo e histórico. Por 42 votos a 34, o Senado rejeitou a indicação de Jorge Messias para o STF. Foi a primeira vez em 132 anos que o Plenário barrou um nome para a Suprema Corte — a última vez que isso ocorreu foi em 1894, no governo de Floriano Peixoto.
O Paper of the Day traz um fato curioso revelado pela Reuters nos arquivos da SpaceX. Para Elon Musk colocar as mãos em seu novo pacote de remuneração, ele terá que cumprir metas que hoje parecem ficção científica: a empresa precisa atingir um valor de mercado de US$ 7,5 trilhões e estabelecer uma colônia humana permanente em Marte. Sem dúvida, esse pode ser a meta de bônus mais audaciosa da história corporativa.
Aqui está o seu the news money de hoje.
QUICK TAKES
📎 Read: O que significa a saída dos Emirados Árabes da Opep (DW)
▶️ Watch: Daniel Dantas e o Opportunity nunca pararam de comprar, agora são R$ 60 bilhões (Bastidores do Poder)
#️⃣ Stat: Guerra faz IGP-M de 2,73% em abril ser o maior desde maio de 2021 (Agência Brasil)
🧊 Ice Breaker: A Faria Lima está fazendo 56 anos – mas só ficou cara depois dos 40 (Metro Quadrado)
DICA
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CENTRAL DE RESULTADOS BRASIL — 1T26:
Santander (SANB11): Lucro de R$ 3,8 bi (-1,9% a/a), abaixo dos R$ 4,13 bi esperados pelo mercado. A margem financeira com clientes ficou pressionada e o retorno sobre o patrimônio recuou para 16%. A carteira de crédito cresceu 3,4% a/a, mas caiu 0,4% no trimestre, indicando desaceleração na concessão. Ação caiu mais de 2% no pregão.
WEG (WEGE3): Lucro de R$ 1,46 bi (-5,7% a/a), abaixo dos R$ 1,58 bi esperados. Ebitda de R$ 2,10 bi (-3,2% a/a), também abaixo das projeções. Receita de R$ 9,47 bi (-6,1% a/a), com retração no mercado interno, já o mercado externo apresentou crescimento. Margem bruta pressionada por custos mais altos de matéria-prima, tarifas nos EUA e volatilidade do câmbio. Ação caiu quase 7% no dia.
Suzano (SUZB3): Lucro de R$ 4,3 bi (-32% a/a), impactado pela valorização do real frente ao dólar. Receita de R$ 10,9 bi (-5% a/a). Ebitda ajustado de R$ 4,6 bi (-6% a/a), com margem estável em 42%. O volume de celulose vendido cresceu 7% a/a, com preço médio em US$ 560/t (+1%), mas o câmbio apagou os ganhos em reais.
CENTRAL DE RESULTADOS EUA — 1T26:
Alphabet (GOOGL): EPS de US$ 5,11 vs. estimativa de US$ 2,62; receita de US$ 109,9 bi (+22% a/a). Google Cloud cresceu 63% para US$ 20 bi, com backlog quase dobrando para US$ 460 bi. 11º trimestre consecutivo com crescimento de dois dígitos.
Microsoft (MSFT): EPS de US$ 4,27 vs. estimativa de US$ 4,05; receita de US$ 82,9 bi (+18% a/a). Nuvem cresceu 29%, com Azure subindo 40%.
Amazon (AMZN): EPS de US$ 2,78 vs. estimativa de US$ 1,64; receita de US$ 181,5 bi (+17% a/a). AWS cresceu 28% para US$ 37,6 bi — o crescimento mais rápido em mais de três anos. Publicidade subiu 24% para US$ 17,24 bi.
Meta (META): EPS ajustado de US$ 7,31 vs. estimativa de US$ 6,79; receita de US$ 56,31 bi (+33% a/a). Usuários ativos diários ficaram em 3,56 bi, abaixo dos 3,62 bi esperados, e o capex anual foi elevado para US$ 125-145 bi com expectativas de preços mais altos para os componentes.
PAPER OF THE DAY
A meta corporativa mais ambiciosa da história
Se você acha que a sua meta de bônus é difícil de bater, é porque você ainda não viu a de Elon Musk: colocar 1 milhão de pessoas em Marte.
O detalhe veio à tona a partir dos documentos confidenciais de registro da SpaceX na SEC. O mesmo filing que, uma semana antes, havia revelado que a própria empresa admite que seus planos de colonizar Marte "podem não se tornar comercialmente viáveis." Desta vez, a Reuters encontrou o que estava nas páginas seguintes: o pacote de remuneração do CEO.

Elon Musk — Imagem: Michael Gonzalez/Getty Images
Em janeiro, o conselho da empresa aprovou um acordo que só faz sentido se você acreditar que a humanidade vai, de fato, se tornar uma espécie multiplanetária. O pacote prevê 200 milhões de ações preferenciais com 10 votos cada, caso a SpaceX atinja valor de mercado de US$ 7,5 trilhões e estabeleça uma colônia permanente em Marte com pelo menos 1 milhão de habitantes. Não há prazo definido. A única condição temporal é que Musk continue no cargo quando as metas forem cumpridas.
Há um segundo pacote: até 60,4 milhões de ações adicionais caso a SpaceX opere centros de dados no espaço com capacidade mínima de 100 terawatts de processamento, o equivalente a 100 mil reatores nucleares de um gigawatt funcionando simultaneamente.
Os números ajudam a calibrar a escala do que está sendo proposto. A SpaceX vale hoje cerca de US$ 1,75 trilhão na sua iminente abertura de capital, prevista para junho. Chegar a US$ 7,5 trilhões significaria multiplicar esse valor por mais de quatro, o que colocaria a empresa acima de qualquer companhia existente no mundo hoje.
E isso é apenas a condição financeira. A condição operacional é construir uma cidade funcional em outro planeta.
Especialistas em governança corporativa consultados pela Reuters disseram não se lembrar de nenhum outro caso em que metas não financeiras desse tipo fossem usadas como critério de remuneração executiva. Um deles resumiu a questão de forma direta: "Não sou físico nem astrônomo. A régua aqui é: isso já foi feito alguma vez na história da humanidade?"
O pacote revela também uma tensão estrutural. SpaceX e Tesla (ambas controladas por Musk) estão competindo pelo mesmo recurso escasso: a atenção do fundador. Tesla já tentou amarrá-lo com um pacote bilionário contestado na Justiça. Agora a SpaceX usa Marte como instrumento de retenção. O resultado é que os dois conselhos de administração estão, essencialmente, leiloando o tempo de uma mesma pessoa.
Takeaway: O que o documento da SEC deixa claro é que a SpaceX está vendendo muito mais do que tecnologia aeroespacial para seus futuros acionistas. Está vendendo uma visão de futuro na qual a sobrevivência da espécie é o produto. E o CEO só recebe se entregar.
P.S. Nos mesmos documentos, a Reuters encontrou outra cláusula incomum. Musk só pode ser removido do cargo de CEO e chairman pelo voto dos detentores das ações Classe B, ações que ele mesmo controlará após o IPO. Ou seja, para demitir Musk, seria preciso o voto do próprio Musk.
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GRÁFICO DO DIA
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AGENDA
Segunda 27/04: —
Terça 28/04: IPCA-15; Decisão de Juros (Japão)
Quarta 29/04: IGP-M; Taxa de Juros Selic; Taxa-alvo de Fundos Fed
Quinta 30/04: Taxa de Desemprego no Brasil; Decisão da Taxa de Juros (UK)
Sexta 01/05: Dia dos Trabalhadores - Feriado
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