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Cancelaram a festa dos 200 mil?
De volta aos 174 mil pontos, Ibovespa acumula cinco semanas de perdas desde o pico de 199.354 pontos em abril


Good morning, Brasil.
O Ibovespa fechou em queda de 1,52% nesta terça-feira, aos 174,2 mil pontos, retrocedendo ao menor nível de fechamento desde janeiro. O viés negativo veio pelo recuo nas commodities e pela forte alta nos rendimentos dos Treasuries nos EUA.
No cenário político, as incertezas ganharam tração com novos desdobramentos sobre o caso Master, revelando que Flávio Bolsonaro se reuniu com Daniel Vorcaro mesmo após a primeira prisão do ex-dono do Master, o que adicionou ruído institucional ao pregão.
O Paper of the Day analisa o atual momento da bolsa e propõe uma reflexão: afinal, a festa dos 200 mil pontos foi cancelada? Há poucas semanas, o mercado dava essa marca como certa. Contudo, o cenário mudou drasticamente com a fuga do capital estrangeiro, a pressão inflacionária e a frustração com o corte de juros, distanciando a bolsa desse recorde.
Aqui está o seu the news money de hoje.
QUICK TAKES
📎 Read: Compra ou venda? O grande racha dos gestores globais sobre a posição da Microsoft em Wall Street (Brazil Journal)
▶️ Watch: Carlos Brito (ex-CEO AB InBev) falando sobre a única vantagem competitiva para uma empresa (Curioso Mercado)
#️⃣ Stat: IA já responde por 71% do crescimento dos lucros do S&P 500 (Bloomberg Línea)
🧊 Ice Breaker: Quais são os meses que historicamente geram os maiores ganhos no mercado de ações? (X)
POR QUE O MERCADO SE MOVEU:
(-) B3SA3 -4,96% — A bolsa elegeu Christian Egan como novo presidente-executivo, em substituição a Gilson Finkelsztain, que anunciou a saída em março. A data da posse ainda será informada. O mercado reagiu negativamente à troca de comando.
(-) ITUB4 -2,12% — Bancos no vermelho de forma generalizada, com BBDC4 -1,53%, BBAS3 -0,93% e SANB11 -0,37%. O Ibovespa acumula queda de quase 13% desde as máximas de abril, com o fluxo estrangeiro negativo pesando no humor do mercado.
(-) VALE3 -0,99% — Os futuros de minério de ferro em Dalian caíram pressionados por um plano chinês de controle mais rígido da capacidade siderúrgica do país.
(-) XP (NYSE) -3,86% — Ações caíram em Nova York após o balanço do 1T26 divulgado: lucro ajustado de R$ 1,32 bi, ligeiramente abaixo das expectativas. A empresa também anunciou troca de CFO, R$ 500 mi em dividendos e programa de recompra de até R$ 1 bi, mas o mercado focou na decepção do resultado.
PAPER OF THE DAY
Festa dos 200 mil cancelada?
No dia 14 de abril, o Ibovespa chegou a 199.354 pontos. Faltou menos de 0,4% para cruzar a marca simbólica dos 200 mil. Desde então, o índice recua há cinco semanas seguidas e opera na faixa dos 174 mil pontos, uma queda de mais de 12% que apagou boa parte do que havia sido um dos melhores inícios de ano da bolsa brasileira.
Para entender o que aconteceu, é preciso entender o que sustentou a alta. O rali do primeiro trimestre se apoiou em três pilares que se reforçavam mutuamente.
O primeiro foi o fluxo estrangeiro: só em janeiro, entraram R$ 26,3 bilhões líquidos na B3, o melhor mês desde 2022. O Brasil era visto como um mercado com pouca exposição à tecnologia, grande peso em commodities e um dos maiores diferenciais de juros reais do mundo, uma combinação interessante em um contexto de rotação global de capital.
O segundo pilar foi a alta do petróleo: o conflito no Oriente Médio elevou o Brent a picos de quatro anos, beneficiando diretamente a Petrobras e todo o setor de energia, que têm peso decisivo no índice.
O terceiro foi a expectativa de corte de Selic com dólar mais fraco, tornando a renda variável mais atraente frente à renda fixa.

Gráfico: Google Finance
O problema é que os três pilares começaram a rachar ao mesmo tempo.
O petróleo entrou em alta volatilidade: disparou para mais de US$ 115 o barril com o conflito no Oriente Médio, mas caiu mais de 12% em dois pregões com a perspectiva de um acordo entre Washington e Teerã, derrubando o prêmio geopolítico que sustentava as ações de energia e deixando o barril oscilar entre US$ 90 e US$ 110. A Petrobras também reportou queda de 7,2% no lucro recorrente no primeiro trimestre, abaixo das projeções, apesar de ter sido a petroleira mais lucrativa do mundo entre os pares internacionais. O impacto positivo da alta do barril sobre as exportações só deverá aparecer de forma plena no balanço do segundo trimestre.
O fluxo estrangeiro reverteu: de R$ 26,3 bilhões em janeiro, o saldo caiu para R$ 3,2 bilhões em abril e virou negativo em maio, com saída acumulada de R$ 9,54 bilhões até o dia 15 do mês. O acumulado do ano ainda segue positivo, em quase R$ 45 bilhões, sustentado pelas entradas expressivas do primeiro trimestre. Mas parte desse capital voltou a migrar para big techs americanas e mercados asiáticos com exposição à inteligência artificial, uma narrativa que o Brasil simplesmente não tem como disputar.
Por cima disso, a inflação americana voltou a surpreender para cima, reforçando a precificação de juros altos por mais tempo nos EUA. Com o Fed sinalizando que pode promover poucos ou nenhum corte de juros em 2026, o espaço do Banco Central brasileiro para afrouxar a Selic também se estreita. O Focus já registra alta pela décima semana seguida na expectativa de IPCA para 2026, chegando a 4,92%, acima do teto da meta. E com a eleição presidencial de outubro no horizonte, o mercado começa a precificar mais incerteza fiscal no cálculo.
Como resultado, o Ibovespa recua mais de 6% em maio e 7,2% no segundo trimestre, mas preserva uma alta de quase 9% no acumulado do ano. De olho no que vem a seguir, parte dos analistas vê o recuo atual como uma correção técnica saudável após a alta de mais de 20% em poucos meses. Eles apontam que a bolsa negocia hoje entre 9 e 10 vezes o lucro estimado, abaixo da média histórica de 10,8 a 11 vezes, um patamar que, no passado, abriu janelas de excelentes retornos para horizontes de 12 a 24 meses.
A festa dos 200 mil não foi cancelada, apenas não tem mais data para acontecer. Mas e você, o que acha?
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APRESENTADO POR KALSHI
É o fim das pesquisas de opinião? Entenda como o mercado financeiro antecipa eventos

Por que, muitas vezes, as manchetes dizem uma coisa, mas os gráficos mostram outra? Enquanto pesquisas de opinião medem o que as pessoas dizem, os mercados de previsão medem o que elas estão dispostas a garantir com capital.
É o famoso "skin in the game". Na Kalshi, a primeira bolsa de mercados de previsão regulada pela CFTC nos EUA, os preços dos contratos sobre decisões econômicas como juros e inflação não são baseados em palpites, mas em negociações reais entre participantes (peer-to-peer).
O resultado? Um termômetro da realidade que já superou modelos tradicionais de previsão em diversos eventos globais. Co-fundada pela brasileira Luana Lopes Lara no MIT, a Kalshi transforma a inteligência coletiva em uma infraestrutura financeira de nível Nasdaq.
HEADLINES
World Big News
Postura cautelosa sobre independência do novo presidente do Fed pode acelerar perda de mercado do dólar no mundo (Reuters)
O rendimento dos títulos do Tesouro americano com vencimento em 30 anos ultrapassou 5,19%, o maior nível desde antes da crise de 2008 (CNBC)
A OMS considera o uso de vacinas experimentais devido ao aumento de casos e mortes por Ebola na República Democrática do Congo (The Guardian)
Governo, Tesouro, BC e Brasília
Flávio Bolsonaro visitou Vorcaro em casa após prisão (Metrópoles)
Lula diz que ouvirá demandas de empresários sobre fim da escala 6x1 (Agência Brasil)
Ex-ministro Eugênio Aragão deixa defesa do ex-presidente do BRB, preso na Papuda por fraudes investigadas na Compliance Zero (CNN Brasil)
Economia Real, Agro e Commodities
Prefeitos calculam impacto de R$ 46 bi e elevam pressão contra fim da 6x1 (CNN Brasil)
Com R$ 670 bi em dívidas sob renegociação, empresas movimentam 10% do estoque de crédito (Valor)
Rubens Ometto avalia compra de terras da Radar e afasta planos de novos recursos na Raízen (Bloomberg Línea)
Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia
Onda de resgates de R$ 24 bi seca mercado de crédito e trava planos de captação de Zamp, SBF e Rumo (NeoFeed)
BS2 separa asset e banco de investimento para criar a BBS Capital Partners, que nasce com mais de R$ 1,2 bilhão sob gestão (NeoFeed)
Susep decreta 1ª liquidação extrajudicial em dez anos e fecha Seguradora Infinite por grave deterioração financeira (Valor)
Tech, Silicon Valley, Startups, VC, Criptos
Avaliada em US$ 7 bilhões, empresa de IA para saúde Commure capta US$ 70 milhões (Reuters)
A Polymarket lança mercados de previsão que acompanham IPOs e avaliações de empresas privadas como OpenAI e SpaceX (The Block)
Google anuncia novos modelos, óculos e agentes na conferência I/O, mas pacotão de produtos não impressiona Wall Street (Sherwood)
IPO, M&A, Private Equity e Special Sits
Grupo Piracanjuba adquire o Laticínio Sertão em Alagoas para acelerar expansão no Nordeste e crescer em derivados (Canal Rural)
SEC propõe novas regras para facilitar abertura de capital nos EUA e mudança é a maior revisão de IPOs em 20 anos (Axios)
GRÁFICO DO DIA
Algo está acontecendo…

APRESENTADO POR BINANCE
Binance vai reembolsar quem comprar cripto em momento de volatilidade
Existe um comportamento clássico no mercado cripto: a pessoa passa semanas acompanhando o Bitcoin, cria coragem para comprar… e trava pensando “e se cair amanhã?”.
A Binance decidiu transformar esse receio em uma oportunidade única: por tempo limitado, novos usuários que fizerem sua primeira compra de BTC pela plataforma podem receber até 100 USDT de volta, caso o preço do ativo caia nos 7 dias seguintes.
Na prática, funciona quase como um "paracetamol” para aqueles que ainda ficam doloridos com as altas e baixas do mercado. Invista aqui e aproveite a oferta por tempo limitado.
*Confira todos os detalhes. Não invista antes de entender as informações essenciais da oferta.
AGENDA
Segunda 18/05: IBC-Br; PIB Japão
Terça 19/05: —
Quarta 20/05: IPC Reino Unido; Atas da Reunião do FOMC (EUA)
Quinta 21/05: PMI Industrial (EUA); PMI Serviços (EUA)
Sexta 22/05: PIB Alemanha
MEMES SESSION
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