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LCI, LCA e debênture incentivada na mira do Tesouro
Daniel Leal, secretário do Tesouro, afirmou que as distorções criadas pela expansão de títulos incentivados, como LCIs, LCAs e debêntures incentivadas, precisarão ser enfrentadas

Good morning, Brasil.
O Ibovespa fechou em queda nesta quarta-feira, perdendo o patamar dos 170 mil pontos no pior momento do dia. Os investidores concentraram as atenções na escalada das tensões no Oriente Médio e nos próximos passos da política monetária norte-americana.
O pregão já abriu pressionado pela declaração de Donald Trump afirmando que o acordo provisório com o Irã "está acabado". A situação piorou no final da tarde, quando o Exército dos EUA confirmou novos bombardeios contra alvos iranianos.
A ata do Fed também revelou um aumento na preocupação com a inflação na última reunião, mostrando que alguns integrantes do comitê viam motivos para subir os juros imediatamente, embora tenham aceitado a manutenção no encontro.
Por aqui, o Paper of the Day joga luz sobre um fantasma que volta a assustar o investidor local: a tributação de ativos isentos. Dessa vez, o assunto ganhou força com sinalizações vindas direto do Tesouro, colocando na mira títulos populares como LCI, LCA e debêntures incentivadas.
Aqui está o seu the news money de hoje.
QUICK TAKES
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| Ativo | Fechamento | 1 dia | YTD |
|---|---|---|---|
| Índices | |||
| Ibovespa | 170.653,45 | -0,79% | +5,91% |
| IFIX | 3.821,06 | -0,20% | +1,12% |
| S&P 500 | 7.482,71 | -0,28% | +9,31% |
| NASDAQ | 25.870,65 | +0,20% | +11,31% |
| DAX | 24.897,45 | -2,23% | +1,66% |
| FTSE 100 | 10.489,04 | -1,66% | +5,61% |
| Nikkei 225 | 66.819,05 | -2,11% | +32,74% |
| Shanghai | 3.970,88 | -0,49% | +0,05% |
| Moedas | |||
| Dólar | R$ 5,15 | -0,15% | -4,98% |
| Euro | R$ 5,90 | +0,17% | -7,09% |
| Libra | R$ 6,90 | +0,15% | -5,35% |
| Bitcoin | U$ 62.212,00 | -1,82% | -31,00% |
| Commodities | |||
| Brent (Barril) | U$ 78,80 | +1,02% | +29,22% |
| Minério de Ferro (Ton) | U$ 98,86 | +0,57% | -7,72% |
| Ouro (Onça troy) | U$ 4.080,21 | +0,13% | -6,24% |
| Soja (60kg) | R$ 140,40 | +0,49% | -0,43% |
| Milho (saca 60kg) | R$ 64,37 | +0,09% | -7,38% |
| Café Arábica (saca 60kg) | R$ 1.712,39 | -1,46% | -21,26% |
PAPER OF THE DAY
Isenção sob mira: o próximo capítulo da dívida pública
O Tesouro Nacional decidiu colocar na mesa uma discussão que o mercado financeiro evita há anos. Daniel Leal, secretário do Tesouro, afirmou que as distorções criadas pela expansão de títulos incentivados, como LCIs, LCAs e debêntures incentivadas, precisarão ser enfrentadas para tornar o mercado de renda fixa mais eficiente, independentemente de quem vencer as eleições.
A declaração chega em um momento delicado: o Tesouro tem enfrentado dificuldade crescente para colocar NTN-Bs no mercado, com parte da oferta encalhando nos leilões recentes e o governo optando por priorizar títulos pós-fixados, de menor risco em um ambiente de juros elevados.

Imagem: Washington Costa/MF
O diagnóstico de Leal é o seguinte: os títulos isentos de IR distorcem a formação de preços no mercado de renda fixa, elevando a taxa base que o próprio Tesouro paga para se financiar. Ou seja, o benefício fiscal concedido a um segmento específico do mercado acaba encarecendo a dívida pública como um todo, em uma espécie de subsídio invisível que todo o sistema paga.
As alternativas discutidas incluem taxação via Imposto de Renda, cobrança de IOF e mudanças nas regras de emissão desses papéis, medidas que já foram mapeadas internamente e que poderiam ser adotadas isoladamente ou de forma combinada.
Vale lembrar que parte dessa agenda já tinha sido tentada em 2025, via medida provisória e não avançou no Congresso, mostrando que o obstáculo não é apenas técnico, mas político.
Qualquer tentativa de reduzir a isenção de LCIs e LCAs deve esbarrar na resistência de setores que dependem desses instrumentos para captar a custos mais baixos, como o imobiliário e o agronegócio. Leal, por sua vez, foi cauteloso ao dizer que não há, no momento, um debate ativo dentro do governo para retomar o tema, mas que o avanço da ineficiência do mercado tende a tornar essa discussão inevitável mais cedo ou mais tarde.
O pano de fundo fiscal reforça a urgência. O próprio Tesouro projeta a necessidade de medidas adicionais de arrecadação equivalentes a 0,2% do PIB para que o governo cumpra a meta fiscal de 2027. Com o prêmio de risco das NTN-Bs em patamar historicamente alto e o custo de rolagem da dívida pressionado, mexer nos incentivos tributários deixa de ser uma opção ideológica e passa a ser uma necessidade de caixa.
Para quem acompanha o mercado de capitais, o recado é claro. Se a isenção de LCIs, LCAs e debêntures incentivadas for reduzida ou eliminada, o atrativo desses papéis para o investidor pessoa física muda de figura, e o funding de setores inteiros como imobiliário e agro pode ficar mais caro. A conta, mais uma vez, tende a chegar na ponta para o investidor e para o consumidor final desses créditos.
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Sem planejamento, o que levou anos para construir pode levar meses para se perder
Sucessão patrimonial é um tema frequentemente ignorado por investidores brasileiros já que poucos sabem que existe um caminho estruturado para isso. Quando o patrimônio está no exterior, a complexidade aumenta: inventários internacionais, tributação em mais de um país, moedas diferentes.
Ferramentas como trusts, holdings familiares e testamentos internacionais existem para facilitar isso — e são mais acessíveis do que parecem.
Para ajudar o investidor brasileiro a entender esse universo, a Avenue, uma empresa Itaú, lançou o guia Herança sem Fronteiras: um material completo sobre como construir um legado em dólar com planejamento tributário e sucessório para as próximas gerações.
HEADLINES
World Big News
Trump afirma que cessar-fogo com o Irã "acabou" e que as negociações são uma "perda de tempo" (Axios)
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IMAGEM DO DIA
“Se você fica uma semana fora do Brasil, muda tudo. Se você fica 7 anos fora do Brasil, não muda nada” Gustavo Franco.
AGENDA
Segunda 06/07: PMI Serviços (EUA)
Terça 07/07: —
Quarta 08/07: Vendas no Varejo (BRA); Atas reunião FOMC; IPC (China)
Quinta 09/07: Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego (EUA)
Sexta 10/07: IPCA; IPC (Alemanha)
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