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O BNDES voltou
O banco injetou R$ 1 bilhão por dia na economia ao longo de 2025

Good morning, Brasil.
A "Super Quarta" entregou o roteiro esperado, mas com o freio de mão puxado. Por aqui, o Copom iniciou o tão aguardado ciclo de queda com um corte de 0,25 p.p., levando a Selic para 14,75% — a primeira redução em quase dois anos. Já em Washington, o Fed optou pela manutenção, com Jerome Powell reforçando que a guerra e o petróleo acima dos US$ 100 colocam uma "névoa" sobre a inflação global.
O Paper of the Day traz em números a "volta do BNDES": o banco bateu recorde de lucro e injetou mais de R$ 1 bilhão por dia na economia ao longo de 2025.
O dia também é especial por outro motivo: hoje o the news completa 6 anos. Para celebrar essa jornada com quem faz tudo isso acontecer, deixamos alguns presentes nesta edição para você!
Aqui está o seu the news money de hoje.
QUICK TAKES
📎 Read: Ferrero compra Bold Snacks e consolida aposta no mercado brasileiro de snacks proteicos (the news)
▶️ Watch: Arthurito da Faria Lima (G4 Podcasts)
#️⃣ Stat: BC abre ciclo de cortes na Selic com redução de 0,25 ponto e prega cautela diante de guerra no Irã (Investing)
🧊 Ice Breaker: Real “dono do Master é o Tanure” e Vorcaro é “pau-mandado”, diz fundador da Esh Capital à CPI do Crime Organizado (Valor)
DICA
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PAPER OF THE DAY
O BNDES voltou: em números
Durante quase uma década, o BNDES passou por um processo de encolhimento sistemático. Entre 2015 e 2022, os ativos totais da instituição recuaram de R$ 1,4 trilhão para R$ 684 bilhões, uma retração real de 51%. Esse movimento foi marcado por uma inversão de prioridades:
O banco devolveu R$ 873 bilhões ao Tesouro Nacional, montante superior a todos os R$ 646 bilhões desembolsados para seus próprios clientes no mesmo período.
Paralelamente, o BNDESPar liquidou R$ 74 bilhões em participações acionárias, incluindo a saída total da Vale, consolidando a narrativa de um banco em retirada estratégica do seu papel de protagonista no desenvolvimento.
O resultado prático foi um banco menor, menos alavancado e com menor presença nos setores estratégicos da economia.
Em 2025, esse ciclo está claramente revertido
O BNDES encerrou o ano com lucro recorrente de R$ 15,2 bilhões, o maior da história da instituição e 15% acima de 2024. Os desembolsos chegaram a R$ 169,7 bilhões, crescimento de 27% no ano e de 74% em relação a 2022. A carteira de crédito atingiu R$ 663,6 bilhões, o maior patamar desde 2016.
Na média, o banco injetou R$ 1 bilhão por dia na economia ao longo do ano.
O gráfico abaixo, divulgado pelo próprio BNDES, ilustra a trajetória: queda contínua do pico de R$ 656 bilhões em 2016 até o vale de R$ 438 bilhões em 2021, seguida de recuperação consistente até os R$ 664 bilhões atuais.

Gráfico: BNDES
O que explica a virada
Essa guinada é resultado direto da nova política industrial do governo federal. Com o lançamento da Nova Indústria Brasil (NIB) em 2024, o BNDES assumiu o papel de principal executor de um plano de R$ 300 bilhões em investimentos até 2026. O apetite do mercado reflete essa mudança: as consultas ao banco dispararam 221% no triênio 2023–2025, enquanto as aprovações voltadas especificamente para a indústria saltaram 215% na comparação com 2022.
Após um longo período de desinvestimentos, o BNDESPar também retomou as aquisições, destinando R$ 436,8 milhões a ações da Cosan em 2025. A tese de investimento foca na diversificação do grupo, que vai além da Raízen com ativos como Rumo, Compass e Moove. Além do papel de acionista, o BNDES assumiu uma função de “defesa” geopolítica através do programa Brasil Soberano, mobilizando R$ 40 bilhões em crédito para socorrer empresas brasileiras atingidas pelas tarifas de importação dos EUA.
O que vale acompanhar
A estratégia do BNDESPar agora foca na rotação de ativos. Enquanto lidera uma capitalização bilionária na Simpar (R$ 3,35 bi), o banco desinveste em posições consideradas "maduras", como JBS e Copel. Essa movimentação sinaliza o retorno à função original do capital de fomento: apoiar empresas em fase de expansão ou estruturação, deixando as companhias plenamente consolidadas para o livre mercado de capitais.
Contudo, o novo ciclo traz pontos de atenção. O Índice de Basileia recuou para 25,2%, pressionado pela distribuição de R$ 15,2 bilhões em dividendos à União. Além disso, a exposição à Raízen via Cosan coloca o BNDES no centro de uma das maiores reestruturações de dívida da história recente.
Takeaway: O BNDES de 2025 é numericamente maior e mais lucrativo. A questão central não é mais se ele voltou, mas se esse crescimento gerará retorno real para a produtividade do país ou se apenas reedita modelos de alocação do passado.
APRESENTADO POR LITTLE BEAN
O café já foi uma moeda mais valiosa que o ouro em algumas culturas
Na Península Arábica, no século XV, os grãos eram tão valiosos que circulavam como forma de pagamento em trocas comerciais. A bebida, chamada de “qahwa” em Árabe, era tão valorizada que sua exportação foi rigidamente controlada pelo Império Otomano.
Sim, o café já foi, literalmente, dinheiro. 💸
Hoje ele não paga as contas (infelizmente), mas continua sendo precioso, principalmente às 6h da manhã. E se for o café Little Bean, melhor ainda: naturalmente doce, feito pra ser tomado puro e sem açúcar.
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AGENDA
Segunda 16/03: IBC-Br
Terça 17/03: —
Quarta 18/03: Taxa de Juros Selic; Taxa-alvo FED
Quinta 19/03: Taxa de Juros Japão; Taxa de Juros Reino Unido
Sexta 20/03: —
MEMES SESSION
Oportunidade de negócio para Faria Lima:

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