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O FGC nunca mais vai ser o mesmo
O maior resgate da história do fundo depois do caso Master/Will Bank abriu uma disputa entre BC, bancos e Congresso sobre quem paga a conta do risco no sistema financeiro

Good morning, Brasil.
Sexta-feira 13 de pré-Carnaval. Ontem o dia foi "tenso", com um calote de R$ 3,6 bilhões no Banco do Brasil, o clima esquentando para Cosan e Raízen, e Toffoli deixando a relatoria do caso Master, com André Mendonça assumindo.
O Paper of the Day detalha as movimentações do FGC após o maior rombo da história da instituição.
E assim, vamos para mais um Carnaval "com emoção". This is Brasil e bom feriado.
Aqui está o seu the news money de hoje.
QUICK TAKES
📎 Read: Nota oficial dos dez ministros do STF (STF)
▶️ Watch: As graves revelações da PF sobre Toffoli no caso Master (Fernando Ulrich)
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(+) Assaí (ASAI3) fecha parceria com Mercado Livre e ações disparam na B3
(-) Ação da Braskem (BRKM5) cai 11% com notícia sobre dívida bilionária com BB; petroquímica nega
PAPER OF THE DAY
O FGC nunca mais vai ser o mesmo
O maior resgate da história do fundo depois do caso Master/Will Bank abriu uma disputa entre BC, bancos e Congresso sobre quem paga a conta do risco no sistema financeiro.

Imagem: Lula Marques | Agência Brasil
O Banco Central avisou que vai revisar as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a liquidação do Banco Master e do Will Bank, que deve consumir perto de R$ 50 bilhões do caixa do fundo.
Para o ministro Fernando Haddad, a revisão é necessária para evitar que um “descalabro” como esse volte a acontecer, já que a legislação atual “não se mostrou suficientemente robusta” para impedir a operação do Master.
Para recompor esse rombo, o FGC aprovou um plano que inclui antecipar contribuições futuras dos bancos e cobrar uma contribuição extraordinária, que pode adicionar algo como 0,06% ao ano sobre os depósitos cobertos.
Na prática, bancões e demais instituições vão bancar a conta agora, com o objetivo de reconstruir o colchão de proteção que garante CDBs, LCIs e LCAs até R$ 250 mil por CPF e por instituição.
O que pode mudar nas regras
O BC incluiu a revisão do FGC na agenda regulatória e já fala em três frentes: regras de distribuição de produtos cobertos, prevenção a fraudes e ampliação do “perímetro regulatório” sobre bancos e fintechs menores.
A ideia é reduzir o uso do FGC como “escudo” para captação agressiva, limitando conflitos de interesse na venda de CDBs de risco alto, exigindo mais transparência sobre comissões e aproximando o supervisor de instituições que crescem rápido demais pagando taxas acima da média.
Por enquanto, não há sinal concreto de mudança no limite de cobertura (R$ 250 mil por instituição, R$ 1 milhão a cada 4 anos), mas o desenho de quem pode usar o FGC e em que condições deve ficar mais restritivo.
O jogo político por trás
O caso Master transformou o FGC em tema político: o Senado instalou comissão para apurar fraudes, o TCU entrou na discussão sobre a liquidação e houve tentativa no Congresso de usar o teto de cobertura do fundo como moeda de negociação.
Ao mesmo tempo, grandes bancos pressionam para endurecer regras, já que são eles que pagam a maior parte da conta da quebra de players que cresceram usando taxas turbinadas sob o guarda-chuva do FGC.
O BC se mantém na posição técnica: defende que o arcabouço funcionou ao proteger o varejo, mas admite que o episódio expôs brechas de supervisão e incentivos distorcidos na forma como a garantia é usada para atrair depósitos.
Takeaway: Para o investidor de varejo, a promessa é que o dinheiro continue protegido, mas com menos “promos” extremas de CDB de bancos pequenos e mais informação sobre quem ganha quanto na cadeia de distribuição. Para o sistema, o recado é que o FGC deixou de ser um detalhe técnico e virou peça central da discussão sobre risco moral: até onde o seguro público pode bancar estratégias privadas de captações e usos excessivos.
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Segunda 09/02: —
Terça 10/02: IPCA (BRA); Vendas Varejo (EUA)
Quarta 11/02: Taxa de Desemprego (EUA)
Quinta 12/02: Crescimento Setor de Serviços (BRA); PIB do Reino Unido
Sexta 13/02: Vendas no Varejo (BRA); IPC (EUA)
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