• tns money
  • Posts
  • O FGC nunca mais vai ser o mesmo

O FGC nunca mais vai ser o mesmo

O maior resgate da história do fundo depois do caso Master/Will Bank abriu uma disputa entre BC, bancos e Congresso sobre quem paga a conta do risco no sistema financeiro

Good morning, Brasil.

Sexta-feira 13 de pré-Carnaval. Ontem o dia foi "tenso", com um calote de R$ 3,6 bilhões no Banco do Brasil, o clima esquentando para Cosan e Raízen, e Toffoli deixando a relatoria do caso Master, com André Mendonça assumindo.

O Paper of the Day detalha as movimentações do FGC após o maior rombo da história da instituição.

E assim, vamos para mais um Carnaval "com emoção". This is Brasil e bom feriado.

Aqui está o seu the news money de hoje.

QUICK TAKES

📎 Read: Nota oficial dos dez ministros do STF (STF)

▶️ Watch: As graves revelações da PF sobre Toffoli no caso Master (Fernando Ulrich)

#️⃣ Stat: Ibovespa e dólar ontem reagiram ao IGP-10, varejo Brasil, CPI nos EUA e 4T25 de Vale (Investing)

🧊 Ice Breaker: Global 8000: o novo jato dos Batista, Esteves e Adibe (Brazil Journal)

MERCADOS

Fechamento 12/02/2026 – (19:00)

AtivoFechamento1 diaYTD
Índices
Ibovespa187.766,42-1,02%+16,69%
IFIX3.832,93-0,09%+1,43%
S&P 5006.832,76-1,57%-0,19%
NASDAQ22.597,15-2,03%-2,77%
DAX24.852,69-0,01%+1,28%
FTSE 10010.402,44-0,67%+4,54%
Nikkei 22557.639,84-0,01%+11,20%
Shanghai4.134,02+0,04%+2,75%
Moedas
DólarR$ 5,21+0,58%-3,87%
EuroR$ 6,18+0,16%-2,68%
LibraR$ 7,09+0,42%-2,74%
Bitcoin$$66.030,80 -2,28%-26,77%
Commodities
Brent (Barril)$67,59-3,10%+10,84%
Minério de Ferro (Ton)$100,37-0,22%-6,31%
Ouro (Onça troy)$4.939,55-2,99%+10,84%
Soja (60kg)$126,20-0,59%-10,50%
Milho (saca 60kg)R$ 67,67+0,67%-2,63%
Café Arábica (saca 60kg)R$ 1.891,03+1,46%-13,50%
Maiores altas
ASAI3
+5.09%
R$ 9,69
ABEV3
+4.76%
R$ 16,52
BBAS3
+4.50%
R$ 26,03
VIVT3
+1.76%
R$ 41,53
FLRY3
+1.76%
R$ 17,34
Maiores baixas
RAIZ4
-12.99%
R$ 0,67
BRKM5
-11.27%
R$ 9,61
CSNA3
-9.56%
R$ 8,69
MGLU3
-8.56%
R$ 10,15
CMIN3
-5.44%
R$ 5,56
  • (+) Assaí (ASAI3) fecha parceria com Mercado Livre e ações disparam na B3

  • (-) Ação da Braskem (BRKM5) cai 11% com notícia sobre dívida bilionária com BB; petroquímica nega

PAPER OF THE DAY

O FGC nunca mais vai ser o mesmo

O maior resgate da história do fundo depois do caso Master/Will Bank abriu uma disputa entre BC, bancos e Congresso sobre quem paga a conta do risco no sistema financeiro.

Imagem: Lula Marques | Agência Brasil

O Banco Central avisou que vai revisar as regras do Fundo Garantidor de Créditos (FGC) após a liquidação do Banco Master e do Will Bank, que deve consumir perto de R$ 50 bilhões do caixa do fundo.

Para o ministro Fernando Haddad, a revisão é necessária para evitar que um “descalabro” como esse volte a acontecer, já que a legislação atual “não se mostrou suficientemente robusta” para impedir a operação do Master.

Para recompor esse rombo, o FGC aprovou um plano que inclui antecipar contribuições futuras dos bancos e cobrar uma contribuição extraordinária, que pode adicionar algo como 0,06% ao ano sobre os depósitos cobertos.

Na prática, bancões e demais instituições vão bancar a conta agora, com o objetivo de reconstruir o colchão de proteção que garante CDBs, LCIs e LCAs até R$ 250 mil por CPF e por instituição.

O que pode mudar nas regras

O BC incluiu a revisão do FGC na agenda regulatória e já fala em três frentes: regras de distribuição de produtos cobertos, prevenção a fraudes e ampliação do “perímetro regulatório” sobre bancos e fintechs menores.

A ideia é reduzir o uso do FGC como “escudo” para captação agressiva, limitando conflitos de interesse na venda de CDBs de risco alto, exigindo mais transparência sobre comissões e aproximando o supervisor de instituições que crescem rápido demais pagando taxas acima da média.

Por enquanto, não há sinal concreto de mudança no limite de cobertura (R$ 250 mil por instituição, R$ 1 milhão a cada 4 anos), mas o desenho de quem pode usar o FGC e em que condições deve ficar mais restritivo.

O jogo político por trás

O caso Master transformou o FGC em tema político: o Senado instalou comissão para apurar fraudes, o TCU entrou na discussão sobre a liquidação e houve tentativa no Congresso de usar o teto de cobertura do fundo como moeda de negociação.

Ao mesmo tempo, grandes bancos pressionam para endurecer regras, já que são eles que pagam a maior parte da conta da quebra de players que cresceram usando taxas turbinadas sob o guarda-chuva do FGC.

O BC se mantém na posição técnica: defende que o arcabouço funcionou ao proteger o varejo, mas admite que o episódio expôs brechas de supervisão e incentivos distorcidos na forma como a garantia é usada para atrair depósitos.

Takeaway: Para o investidor de varejo, a promessa é que o dinheiro continue protegido, mas com menos “promos” extremas de CDB de bancos pequenos e mais informação sobre quem ganha quanto na cadeia de distribuição. Para o sistema, o recado é que o FGC deixou de ser um detalhe técnico e virou peça central da discussão sobre risco moral: até onde o seguro público pode bancar estratégias privadas de captações e usos excessivos.

HEADLINES

World Big News

  • Reforma trabalhista de Milei avança com a aprovação do Senado e segue para Câmara (g1)

  • Senado do México aprova 40 horas de trabalho semanal em votação preliminar (InfoMoney)

  • Atleta ucraniano banido das Olimpíadas por usar capacete em homenagem a mortos em guerra (Axios)

  • Drones de cartéis se tornam ponto de conflito entre EUA e México (Reuters)

  • Trump revoga decisão histórica que afirma que gases de efeito estufa representam um risco para a saúde pública (BBC)

Governo, Tesouro, BC e Brasília

  • Operação em SP e SC mira grupo chinês ligado ao PCC por lavar R$ 1 bilhão na venda de eletrônicos (g1)

  • Alcolumbre aposta em aliados para escapar de mais um escândalo (O Globo)

  • Toffoli, filha e ex-mulher somam R$ 26 milhões em imóveis em Brasília (Metrópoles)

  • Dias Toffoli deixa relatoria do caso Master no STF (CNN Brasil)

  • Após saída de Toffoli, Ministro André Mendonça assume a relatoria das investigações do caso Master (g1)

Economia Real, Agro e Commodities

  • Crédito rural recua 13% em cenário de endividamento crescente dos produtores. Nos sete primeiros meses do Plano Safra 2025/26, desembolsos somaram R$ 207,3 bi (Valor)

  • Com inadimplência recorde, Banco do Brasil renegociou R$ 35,5 bilhões em dívidas rurais (Globo Rural)

  • Grupo Muffato investe R$ 65 milhões em primeira unidade do Max Atacadista em Salto (Super Varejo)

Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia

  • Possível “calote” de R$ 3,6 bi da Braskem no BB é descoberto e BRKM5 cai mais de 10% (InfoMoney)

  • A Localiza fechou um acordo com a BYD para comprar 10 mil veículos híbridos e elétricos nos próximos dois anos (Brazil Journal)

  • Crise da Reag afeta TC, que busca novo comprador para Economatica. A Plataforma recebeu apenas R$ 12 milhões de R$ 60 milhões pela venda à Mansur (Pipeline Valor)

  • CVM aprova novo fundo de até R$ 1,8 bilhão para comprar fatias em empresas de infraestrutura (InvestNews)

  • Os detentores de bonds da Raízen estão perto de contratar a Moelis como assessor financeiro em meio ao aumento das dificuldades financeiras da empresa (Bloomberg Línea)

Tech, Silicon Valley, Startups, Criptos, VC

  • Prévias quer ser 1ª ao trazer modelo da Kalshi e Polymarket ao Brasil (Startups)

  • O BTG Pactual acaba de fechar a compra de 48% da plataforma digital de crédito MeuTudo e avalia a fintech em pouco mais de R$ 1 bilhão (Brazil Journal)

  • A Anthropic levanta US$ 30 bilhões e agora está avaliada em US$ 380 bilhões (Sherwood)

  • SoftBank registra lucro de US$ 4,2 bilhões com aposta na OpenAI, impulsionando seu Vision Fund (CNBC)

IPO, M&A, Deals e Private Equity

  • A Schroders concordou em ser adquirida por um investidor americano por 9,9 bilhões de libras, pondo fim a dois séculos de propriedade familiar do histórico grupo britânico de gestão de ativos (The Guardian)

  • Reino Unido inicia investigação de interesse público e sobre concorrência relativa à aquisição do Daily Mail pelo Telegraph (Reuters)

CENTRAL DE RESULTADOS

  • Ambev: Lucro líquido recua quase 10% no 4º trimestre

  • Vale: Multiplica prejuízo em 5 vezes no 4T, a US$ 3,8 bi, por baixas contábeis

  • XP Inc: Lucro 10% maior no 4T25, a R$ 1,33 bilhão

Hoje: Usiminas - Veja mais: (Brasil | Mundo)

GRÁFICO DO DIA

Crescimento surreal da Anthropic em três anos

MEMES SESSION

Sempre bom lembrar o que era uma sexta-feira pré-carnaval no pregão ao vivo:

AGENDA

Segunda 09/02:  

Terça 10/02: IPCA (BRA); Vendas Varejo (EUA)

Quarta 11/02: Taxa de Desemprego (EUA)

Quinta 12/02: Crescimento Setor de Serviços (BRA); PIB do Reino Unido

Sexta 13/02: Vendas no Varejo (BRA); IPC (EUA)

THE NEWS MONEY // THAT'S ALL, FOLKS

BECAUSE MONEY MATTERS. Leitura diária obrigatória para gestores, traders, bankers e CEOs. Todas as manhãs de pregão, na sua caixa de entrada.

powered by