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O maior deal da história do entretenimento
A Netflix saiu sem a Warner, mas com o balanço intacto. Já a Paramount arrematou um dos maiores portfólios do entretenimento mundial, assumindo também um de seus maiores passivos

Good morning, Brasil.
O conflito no Oriente Médio segue escalando e, segundo Trump, os ataques podem continuar "por mais algumas semanas". Enquanto isso, Macron anunciou o aumento de ogivas nucleares na França pela primeira vez desde 1992.
A semana também começou com grandes deals acontecendo no agro e na infraestrutura, com o aporte na Global Eggs pela Warburg Pincus e na fusão da Kepler Weber com a dona da GSI.
E, falando em deal, o Paper of the Day comenta o acordo da Paramount com a Warner Bros. Discovery, já que novidades sobre o futuro começaram a sair hoje mesmo.
Aqui está o seu the news money de hoje.
QUICK TAKES
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🧊 Ice Breaker: Irã, Estados Unidos e uma Copa do Mundo que começa em três meses (BBC)
PAPER OF THE DAY
O maior deal da história do entretenimento
Por meses, Hollywood assistiu a uma disputa inédita pela Warner Bros. Discovery. De um lado, a Netflix — com uma oferta de US$ 72 bilhões para absorver o estúdio que tem Batman, Harry Potter e Game of Thrones. Do outro, a Paramount Skydance, liderada por David Ellison, filho de Larry Ellison (Fundador da Oracle), cercando o alvo com ofertas cada vez maiores. Na quinta-feira, a Netflix anunciou que não iria mais além. Na sexta-feira, a Warner assinou com a Paramount.

Imagem gerada por IA
A diferença foi de preço. A Netflix tinha um teto claro: US$ 27,75 por ação. A Paramount elevou sua oferta para US$ 31, empurrando o valuation da transação para a casa dos US$ 110 bilhões. Para a Netflix igualar, precisaria assumir alavancagem e risco de integração que destruiriam valor para seus acionistas. Os co-CEOs Ted Sarandos e Greg Peters foram objetivos: o negócio era um "nice to have" ao preço certo, não um "must have" a qualquer preço.
Mas a Netflix não saiu de mãos vazias. Pelo contrato original com a Warner, a Paramount pagou US$ 2,8 bilhões à Netflix como multa de rescisão — dinheiro que Sarandos já classificou como reforço de caixa para continuar investindo no core do negócio. Na visão de alguns, a Netflix pode até ter forçado a Paramount a pagar mais, assumir mais dívida e ainda sair com um cheque de US$ 2,8 bilhões, com muitos analistas tratando isso como vitória na “derrota”.
Do lado da Paramount, o desafio agora é colossal. A empresa combinada carregará cerca de US$ 79 bilhões em dívida líquida — financiada por aproximadamente US$ 47 bilhões em equity dos Ellison e da RedBird Capital, e cerca de US$ 54 bilhões em empréstimos sindicais com Bank of America, Citi e Apollo.
David Ellison prometeu cortes de mais de US$ 16 bilhões em 18 meses e pelo menos 30 lançamentos de filmes por ano entre os dois estúdios. A companhia fala em uma plataforma unificada de HBO Max e Paramount+ com potencial para superar 200 milhões de assinantes em mais de 100 países.
O problema é que essa é o maior aposta de um setor que já passou sua fase de crescimento acelerado. O streaming está em modo de rentabilidade, não de expansão acelerada igual anos atrás. Sustentar produção premium, pagar dívida e integrar dois ecossistemas de conteúdo ao mesmo tempo é uma equação difícil — especialmente com a concorrência da Netflix, mais leve e desalavancada do outro lado.
O negócio ainda precisa de aprovação regulatória. Democratas no Congresso americano já sinalizaram escrutínio, com o setor de mídia sendo altamente politizado em Washington.
Takeaway: A Netflix saiu sem o ativo, mas também sem a dívida. A Paramount ficou com um dos maiores portfólios de entretenimento do mundo e com um dos maiores passivos da indústria. Nos próximos anos, o mercado vai descobrir qual dos dois fez a melhor escolha.
HEADLINES
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Em meio a um processo de arbitragem, o GPA solicitou o bloqueio das ações detidas pelo grupo francês Casino e a retenção de qualquer valor obtido com uma possível venda dos papéis (Valor)
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Ações do setor de defesa disparam com troca de ataques entre EUA e Irã (CNBC)
Lucros da Rolls-Royce disparam para níveis recordes, impulsionados pela IA e pela demanda por jatos particulares (Sherwood)
Tech, Silicon Valley, Startups, Criptos, VC
A Volpe Capital faz o first closing do seu segundo fundo de VC, levantando US$ 50 milhões de uma meta total de US$ 100 milhões, com ancoragem do BTG Pactual e da Desenvolve SP (NeoFeed)
Impulsionado pela atenção em torno de sua disputa com o Pentágono, o aplicativo do Claude, da Anthropic, disparou e chegou ao primeiro lugar na App Store (TechCrunch)
Buscando uma avaliação de US$ 1,75 trilhão no IPO, a SpaceX acelera a expansão da rede móvel da Starlink com a meta de bater 25 milhões de clientes ativos até o fim do ano (TechCrunch)
IPO, M&A, Deals e Private Equity
A Kepler Weber fechou acordo de fusão com a companhia americana dona da GSI para criar uma nova gigante absoluta no setor de armazenagem agrícola (AG Feed)
Global Eggs, de Ricardo Faria, recebe investimento da Warburg Pincus em acordo que avalia empresa em até US$ 8 bilhões (InvestNews)
Skala e Lola from Rio unem forças e criam a holding Bora Brasil, consolidando uma nova potência no mercado de cosméticos com faturamento de R$ 2 bilhões (Super Varejo)
Liderado pela GIP (BlackRock) e pela EQT, um consórcio concordou em desembolsar US$ 33,4 bilhões para assumir o controle da gigante de energia americana AES Corp (CNN Brasil)
Bankers do JPMorgan buscam levantar US$ 20 bilhões com investidores em Miami para viabilizar a compra de US$ 55 bilhões da fabricante de games Electronic Arts pelo consórcio entre Silver Lake e Arábia Saudita (Semafor)
GRÁFICO DO DIA
Investidores estão investindo em ações internacionais em ritmo recorde: Fundos de ações globais registraram entradas de US$ 38,1 bilhões na semana passada.
No acumulado do ano, os fundos de ações atraíram um recorde de US$ 1,1 trilhão em entradas anualizadas.Isso coloca 2026 a caminho de superar o recorde do ano passado de US$ 826 bilhões em 33%.
A Coreia do Sul liderou a corrida com entradas de US$ 3,7 bilhões na semana passada, elevando as entradas anualizadas no acumulado do ano para US$ 21 bilhões, o maior valor já registrado em um ano inteiro.
Fonte: The Kobeissi Letter

AGENDA
Segunda 02/03: PMI Industrial (EUA)
Terça 03/03: PIB do Brasil; PMI Industrial (CNY)
Quarta 04/03: PMI Serviços (EUA); PMI Não-Manufatura (EUA)
Quinta 05/03: Taxa de Desemprego (BRA); Balança Comercial (BRA); Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego (EUA)
Sexta 06/03: Produção Industrial (BRA); Vendas no Varejo (EUA); Taxa de Desemprego (EUA)
MEMES SESSION


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