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A nova fase do mercado financeiro brasileiro
Os ETFs quase triplicaram de patrimônio nos últimos dois anos e já somam R$ 116 bilhões.

Good morning, Brasil.
O Ibovespa encerrou a sexta-feira em queda de mais de 1%, pressionado pelas perdas em ações de peso do índice, como bancos e Petrobras. No cenário internacional, os preços do petróleo chegaram a despencar mais de 5% na madrugada de segunda-feira, refletindo o alívio temporário do mercado após EUA e Irã interromperem a troca de ataques militares ao longo do fim de semana.
O fim de semana político também foi bastante movimentado: Flávio Bolsonaro teve sua candidatura à Presidência oficializada em meio a turbulências na campanha, enquanto Ronaldo Caiado foi confirmado candidato a presidente pelo PSD.
Já no Paper of the Day, o destaque vai para a evolução de uma tese que está revolucionando a Faria Lima e promete mudar para sempre a forma como o investidor brasileiro aloca o seu capital.
Aqui está o seu the news money de hoje.
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| Ativo | Fechamento | 1 dia | YTD |
|---|---|---|---|
| Índices | |||
| Ibovespa | 174.041,95 | -1,52% | +8,02% |
| IFIX | 3.805,03 | +0,03% | +0,69% |
| S&P 500 | 7.411,98 | +0,05% | +8,28% |
| NASDAQ | 24.975,82 | -0,64% | +7,46% |
| DAX | 25.099,00 | +1,36% | +2,49% |
| FTSE 100 | 10.736,23 | +0,91% | +8,10% |
| Nikkei 225 | 64.611,15 | -2,73% | +28,35% |
| Shanghai | 3.814,20 | -1,61% | -3,90% |
| Moedas | |||
| Dólar | R$ 5,08 | 0,00% | -6,27% |
| Euro | R$ 5,80 | +0,40% | -8,66% |
| Libra | R$ 6,78 | +0,30% | -7,00% |
| Bitcoin | U$ 64.169,00 | -1,30% | -28,83% |
| Commodities | |||
| Brent (Barril) | U$ 98,38 | -1,51% | +61,33% |
| Minério de Ferro (Ton) | U$ 98,42 | -0,05% | -8,13% |
| Ouro (Onça troy) | U$ 4.052,00 | +0,06% | -6,89% |
| Soja (60kg) | R$ 148,37 | +0,61% | +5,22% |
| Milho (saca 60kg) | R$ 65,74 | +0,29% | -5,41% |
| Café Arábica (saca 60kg) | R$ 1.676,28 | -0,96% | -22,92% |
PAPER OF THE DAY
A nova fase do mercado financeiro
Nas últimas duas décadas, o mercado financeiro brasileiro passou por sucessivas transformações. Da poupança aos investimentos bancários mais tradicionais, das plataformas abertas aos fundos de investimento, cada fase redesenhou o jeito como o brasileiro aloca o próprio dinheiro.
Agora, uma nova classe de ativos vem ganhando tração no ritmo necessário para repetir esse movimento: os ETFs. Esses fundos negociados em bolsa, que por anos foram tratados como coadjuvantes no país, quase triplicaram de patrimônio nos últimos dois anos e já somam R$ 116 bilhões.

Gráfico: Bloomberg
O salto reflete uma mudança de comportamento que vinha sendo represada: gestoras como BTG Pactual e Itaú perceberam que existia demanda represada por instrumentos líquidos, baratos e eficientes do ponto de vista tributário, e passaram a lançar produtos no ritmo que o investidor pedia.
O caso do BTG ilustra a velocidade dessa virada. A área de ETFs da casa tinha cerca de R$ 1 bilhão sob gestão no fim de 2024 e hoje ultrapassa R$ 20 bilhões. A Investo, apoiada pela gestora americana VanEck, seguiu trajetória parecida, saindo de R$ 1,7 bilhão para mais de R$ 11 bilhões no mesmo intervalo.
Por trás desses números está um detalhe que pesa no bolso de quem investe: os ETFs de renda fixa, que já captaram mais de R$ 27 bilhões neste ano, escapam do come-cotas, o mecanismo que obriga a maioria dos fundos tradicionais a recolher Imposto de Renda duas vezes por ano. Em um país onde os juros seguem elevados, essa vantagem tributária virou argumento de venda difícil de ignorar.
O movimento não é exclusividade brasileira. Chile e Colômbia registraram alta de 37% e 24%, respectivamente, no número de ETFs listados na comparação anual, e o México viu o patrimônio da categoria subir de US$ 14,3 bilhões para US$ 15,3 bilhões, puxado por fundos de pensão que usam esses produtos para ganhar exposição a ações de tecnologia e inteligência artificial nos Estados Unidos.
Ainda assim, a distância para os mercados maduros continua enorme: os ETFs americanos somam US$ 15,6 trilhões e os europeus superam US$ 3 trilhões, patamares que a América Latina inteira está longe de alcançar.
Mas por aqui, o próximo capítulo dessa história já está sendo moldado pelos reguladores. A CVM estuda autorizar estratégias de gestão ativa dentro dos ETFs brasileiros, com decisão esperada para 2027, o que abriria caminho para produtos hoje restritos aos fundos tradicionais.
Se o histórico recente servir de guia, essa liberação pode ser só o começo de um ciclo que promete se estender por mais alguns anos e mudar novamente a forma de como o investidor brasileiro aloca o seu capital.
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Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia
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Quarta 29/07: Taxa de Juros EUA
Quinta 30/07: IGP-M; PIB EUA; PIB Alemanha; Taxa de Juros Reino Unido
Sexta 31/07: Dívida Bruta/PIB; Taxa de Juros Japão
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