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💸Os 30 segundos mais caros do mundo
Neste domingo, enquanto grande parte do mundo esportivo se volta para as ligas europeias e para os Jogos Olímpicos de Inverno, os EUA vão parar para o Super Bowl

Good morning, Brasil.
O Ibovespa tenta recuperar o fôlego, enquanto os mercados globais seguem em queda. S&P 500 e Nasdaq fecharam no vermelho, pressionados pelos resultados das empresas de tecnologia. Na Europa, o BCE manteve os juros em 2%, reforçando a expectativa de estabilidade monetária por algum tempo.
Para o Bitcoin, o ano segue difícil, com a moeda acumulando queda de quase 30% em pouco mais de um mês.
E mesmo que você não assista futebol americano, o Paper of the Day explica por que o Super Bowl é um dos eventos midiáticos e financeiros mais relevantes do mundo.
Aqui está o seu THE PAPER de hoje.
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ANTES DO SINO

Fechamento 05/02/2026 — (19:00)
PAPER OF THE DAY
Os 30 segundos mais caros do mundo
Neste domingo, enquanto grande parte do mundo esportivo se volta para as ligas europeias e para os Jogos Olímpicos de Inverno em Milão, os EUA vão parar para o Super Bowl – o jogo que, na prática, virou um "feriado não oficial" no país. Mesmo que você não acompanhe futebol americano, vale saber: por algumas horas, mais de 120 milhões de pessoas estarão vendo o mesmo jogo, o mesmo show do intervalo e os mesmos anúncios, num evento capaz de vender 30 segundos de mídia por até US$ 10 milhões. Em um mundo sob demanda, o Super Bowl continua sendo um dos raros momentos em que a conversa nacional acontece ao vivo.

Imagem: Nick Tre. Smith/Icon Sportswire via Getty
História
Quando o evento surge, em 1967, é apenas a final de um campeonato recém-unificado, tentando disputar espaço com o beisebol como "esporte número um" dos EUA. A mudança começa nos anos 1980, quando as marcas percebem que aquele domingo reúne família, amigos, cerveja, comida e TV em escala nacional. Em 1984, a Apple usa o Super Bowl para lançar o Macintosh com o comercial "1984", e mostra que o intervalo pode ser palco de grandes narrativas corporativas. Nos anos 90, a liga leva Michael Jackson para o show do intervalo e descobre que a audiência do halftime pode superar a do próprio jogo. A partir daí, o Super Bowl se consolida como produto cultural completo.
Por que é relevante
Em 1967, um comercial de 30 segundos custava cerca de US$ 37,5 mil; hoje, o preço médio gira na casa dos US$ 8 milhões, com negociações chegando a US$ 10 milhões. A audiência também acompanhou: a edição de 2025 foi o programa mais visto da história da TV americana, com 127,7 milhões de espectadores. Além disso, a NFL fechou contratos de mídia que somam mais de US$ 10 bilhões por ano que transformaram o Super Bowl em uma vitrine global.
A edição de 2026 ilustra o apetite das marcas. A Anheuser-Busch comprou 2,5 minutos de tela para Budweiser, Bud Light e Michelob Ultra — a Budweiser celebra 150 anos com o spot "American Icons". A Pepsi Zero Sugar escalou Taika Waititi para dirigir um comercial provocativo que coloca o urso polar da Coca-Cola num teste cego de degustação. A Novo Nordisk estreia no Super Bowl com DJ Khaled e Danny Trejo promovendo saúde; A Cadillac revelará a pintura do seu primeiro carro de Fórmula 1 durante um comercial; e até a Anthropic confirmou presença com um vídeo satírico contra a OpenAI. Além disso, o show do intervalo será patrocinado pelo quarto ano consecutivo pela Apple Music e terá Bad Bunny.
Takeaway: nada supera a final da Copa do Mundo como um “ritual global”. Mas o Super Bowl mostra outra face do esporte: a de um campeonato doméstico que aprendeu a empacotar jogo, música e narrativa comercial de forma tão eficiente que 30 segundos naquele domingo podem valer mais, em negócios, do que noventa minutos em quase qualquer outro canal de mídia.
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Hoje: ABC Brasil, Philip Morris (Veja mais)
GRÁFICO DO DIA
“HODL”

MEMES SESSION


AGENDA
Segunda 02/02: PMI Industrial (EUA)
Terça 03/02: Ata do Copom; Produção Industrial (BRA); Oferta de Empregos (EUA)
Quarta 04/02: PMI Setor de Serviços (EUA)
Quinta 05/02: Balança Comercial (BRA); Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego (EUA); Taxa de Juros (GBP)
Sexta 06/02: Taxa de Desemprego (EUA)
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