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Petróleo a 100 dólares?
Mais um final de semana histórico para o mundo — não sobrou nem para Dubai, até então um lugar considerado "peaceful" por muitos

Good morning, Brasil.
Bom, mais um final de semana histórico para o mundo — não sobrou nem para Dubai, até então um lugar considerado "peaceful" por muitos. No X (o clássico Twitter), este foi o fim de semana mais movimentado da história da plataforma, simplesmente com o mundo todo "monitorando a situação" por lá. São milhares de notícias a cada minuto que dificilmente dá para compilar tudo em um único lugar.
Mas se tem algo para falarmos sobre o mercado, o Paper of the Day traz um panorama do petróleo, commodity que virou a pauta do fim de semana e que possivelmente trará muita volatilidade aos mercados nos próximos dias.
Aqui está o seu the news money de hoje.
QUICK TAKES
📎 Read: A primeira carta anual da Berkshire escrita por Greg Abel (Berkshire Hathaway)
▶️ Watch: Como os EUA e Israel atacam o Irã | Por dentro da Operação Epic Fury (AiTelly)
#️⃣ Stat: IPCA-15 foi de 0,84% em fevereiro (Agência IBGE)
🧊 Ice Breaker: Desistência da Warner foi planejada, diz co-CEO da Netflix: ‘Estamos tranquilos’ (Bloomberg Línea)
PAPER OF THE DAY
Petróleo a 100 dólares?
No sábado, 28 de fevereiro, os Estados Unidos e Israel iniciaram ataques coordenados a instalações nucleares e militares do Irã. Em resposta, o Irã lançou mísseis contra bases americanas no Golfo e em direção a Israel, elevando o conflito para uma escala regional. Além disso, a Guarda Revolucionária Iraniana avisou que nenhum navio seria autorizado a transitar pelo Estreito de Ormuz.
Esse corredor de cerca de 54 quilômetros de largura, entre o Irã e Omã, é por onde passa algo como 20% de todo o petróleo consumido no mundo. E quando ele fecha ou ameaça fechar, o mercado fica em alerta.

Gráfico: O Globo
O Brent fechou na sexta-feira a US$ 72,87. Em negociações fora de bolsa no fim de semana, saltou em torno de 10%, indicando algo próximo de US$ 80 o barril — o nível mais alto em cerca de oito meses. Mais de 150 navios-tanque estão ancorados aguardando liberação, e as maiores petroleiras e tradings suspenderam embarques pela rota.
A história mostra que o impacto real depende de quanto tempo o choque dura e se atinge de fato a oferta física. Em 1973, o embargo da OPEP quadruplicou os preços do petróleo e os efeitos duraram anos. Em 1990, a invasão do Kuwait levou o barril de algo em torno de US$ 15–17 para a casa dos US$ 40, mas o choque reverteu em poucos meses, à medida que a produção foi restabelecida. Em 2003, a invasão do Iraque teve efeito muito mais contido porque, apesar da tensão, a oferta continuou fluindo.
O padrão é claro: choque geopolítico sem interrupção material de oferta costuma ser passageiro. Choque com bloqueio físico é outra história.
O evento atual combina os dois elementos de forma rara: conflito direto com o Irã e ameaça concreta ao Estreito. A Capital Economics estima que, mesmo num cenário de tensão limitada, o Brent pode se sustentar em torno de US$ 80. Se o bloqueio se prolongar por mais de uma semana, analistas do Royal Bank of Canada alertam que US$ 100 é um “perigo claro e presente”. Se o estreito reabrir em 48 a 72 horas, boa parte da alta pode ser devolvida rapidamente.
Para o Brasil, o cenário é assimétrico. Barril mais caro significa mais receita de exportação, mais royalties e mais caixa para a estatal. Mas também significa pressão inflacionária via diesel e gasolina, potencial defasagem de preços internos e um dólar mais forte em meio à maior aversão ao risco global.
Takeaway: o mercado não está necessariamente precificando guerra total — está precificando incerteza. E a incerteza no Estreito de Ormuz tem um preço muito específico: algo como US$ 10 a US$ 25 a mais por barril em relação ao nível de equilíbrio recente. Se o bloqueio e o conflito se estenderem, esse prêmio pode ficar ainda maior.
HEADLINES
World Big News
Trump fala em 48 mortos do comando iraniano após ofensiva dos EUA e de Israel (g1)
Alemanha, França e Reino Unido declaram-se prontos para tomar as “medidas defensivas necessárias” para destruir as capacidades militares do Irã (EL PAÍS)
Maersk suspende passagem de seus navios pelo Estreito de Ormuz (Times Brasil)
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Após repercussão negativa, governo derruba aumento de tarifa para produtos eletrônicos (g1)
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Economia Real, Agro e Commodities
Vendas de usinas tiveram impacto de R$ 460 milhões para a Raízen (Globo Rural)
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Ataques ao Irã levantam temor sobre impacto no comércio do agro brasileiro. País persa foi o maior importador de milho do Brasil em 2025 (Globo Rural)
Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia
O Bradesco decidiu juntar suas operações de planos de saúde, participação no grupo Fleury e rede de hospitais em uma única e nova gigante do setor (Brazil Journal)
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Conselho da Vale aprova aumento de capital de R$ 500 milhões e incorporação de controladas (Valor)
Aston Martin corta até 20% dos funcionários em meio a prejuízo e tarifa de Trump (InfoMoney)
Tech, Silicon Valley, Startups, Criptos, VC
OpenAI capta US$ 110 bi e atinge valuation de US$ 730 bi em rodada com Amazon (Bloomberg Línea)
Funcionários do Google e da OpenAI apoiam a posição da Anthropic em relação ao Pentágono em carta aberta (TechCrunch)
A Polymarket registrou um volume de negociação de US$ 529 milhões em apostas relacionadas ao bombardeio do Irã (TechCrunch)
IPO, M&A, Deals e Private Equity
Warner Bros. Discovery concordou em ser adquirida pela Paramount Skydance em um acordo de US$ 110 bilhões assinado na manhã da última sexta-feira (Reuters)
Nintendo anuncia venda de ações no valor de US$ 1,9 bilhão pelo banco de Kyoto e outras empresas (Reuters)
FCC aprova a compra da Cox pela Charter por US$ 34,5 bilhões, unindo duas das maiores empresas de TV a cabo nos EUA na guerra contra o streaming e as operadoras móveis (Reuters)
GRÁFICO DO DIA
“País do futuro”

AGENDA
Segunda 02/03: PMI Industrial (EUA)
Terça 03/03: PIB do Brasil; PMI Industrial (CNY)
Quarta 04/03: PMI Serviços (EUA); PMI Não-Manufatura (EUA)
Quinta 05/03: Taxa de Desemprego (BRA); Balança Comercial (BRA); Pedidos Iniciais por Seguro-Desemprego (EUA)
Sexta 06/03: Produção Industrial (BRA); Vendas no Varejo (EUA); Taxa de Desemprego (EUA)
MEMES SESSION


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