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Quatro bancos centrais, uma guerra, nenhuma certeza

Em menos de 72 horas, quatro dos maiores bancos centrais do mundo tomaram decisões de juros...

Good morning, Brasil.

First things first: hoje tem Brasil em campo. Ou ganha ou ganha, caso contrário... a situação complica.

O Ibovespa operou de lado após a decisão do Copom, destoando do forte otimismo visto em Nova York. Por lá, Dow Jones, S&P 500 e Nasdaq 100 fecharam em alta, impulsionados pela assinatura do acordo entre os Estados Unidos e o Irã. Em contrapartida, o dólar subiu forte por aqui, acompanhando o seu fortalecimento global.

Para além do jogo da Seleção, a liquidez dos mercados deve ser reduzida hoje por conta de feriados internacionais. As bolsas americanas e chinesas permanecerão fechadas durante o dia devido às celebrações do Juneteenth nos EUA e do Festival do Barco-Dragão na China.

E como esta semana foi marcada pelas reuniões de alguns dos principais Bancos Centrais do mundo, o Paper of the Day traz um resumo com os destaques das movimentações.

Aqui está o seu the news money de hoje.

QUICK TAKES

📎 Read: Da Equatorial à PetroReconcavo: a ascensão discreta do Opportunity, de Daniel Dantas (InvestNews)

▶️ Watch: If I can make it here, I can make it anywhere (SNY Knicks)

#️⃣ Stat: As 10 ações que mais pagaram dividendos na bolsa (Valor Investe)

🧊 Ice Breaker: América Latina tem três países entre os destinos mais atraentes para milionários (Bloomberg Línea)

AtivoFechamento1 diaYTD
Índices
Ibovespa168.277,55-0,10%+4,82%
IFIX3.799,74-0,30%+0,55%
S&P 5007.500,58+1,08%+9,57%
NASDAQ25.026,80+1,91%+14,09%
DAX25.026,80+0,37%+1,99%
FTSE 10010.399,70-1,04%+4,51%
Nikkei 22571.053,49+1,65%+37,08%
Shanghai4.090,48-0,43%+1,67%
Moedas
DólarR$ 5,16+0,98%-4,80%
EuroR$ 5,94+0,85%-6,46%
LibraR$ 6,81+0,29%-6,58%
BitcoinU$ 63.012,00-1,98%-30,12%
Commodities
Brent (Barril)U$ 79,42+1,08%+30,24%
Minério de Ferro (Ton)U$ 101,14-0,51%-5,59%
Ouro (Onça troy)U$ 4.184,84-1,66%-3,84%
Soja (60kg)R$ 133,39+1,77%-5,40%
Milho (saca 60kg)R$ 62,89-0,16%-9,51%
Café Arábica (saca 60kg)R$ 1.495,05-0,67%-31,25%
Maiores altas
WEGE3
+4,59%
R$ 45,81
CPLE3
+3,36%
R$ 14,78
SUZB3
+3,20%
R$ 43,58
ISAE4
+2,91%
R$ 27,90
UGPA3
+2,65%
R$ 24,83
Maiores baixas
BRKM5
-10,27%
R$ 7,51
CSNA3
-7,99%
R$ 5,18
RADL3
-5,48%
R$ 16,55
GOAU4
-5,17%
R$ 9,52
NATU3
-5,11%
R$ 7,43

PAPER OF THE DAY

O que os Bancos Centrais estão dizendo sobre o mundo?

Em menos de 72 horas, quatro dos maiores bancos centrais do mundo tomaram decisões de juros. O pano de fundo era o mesmo em todos os casos: a guerra no Oriente Médio elevou os preços de energia, pressionou a inflação e forçou cada autoridade monetária a escolher entre crescimento e estabilidade de preços. O resultado nos ajuda a entender melhor o momento da economia global.

  • O Banco do Japão abriu a rodada na terça-feira, elevando sua taxa básica em 0,25 ponto percentual para 1% ao ano, o nível mais alto desde 1995. A decisão foi aprovada por 7 votos a 1. O BOJ apontou que o repasse dos preços do petróleo nas transações entre empresas avança em ritmo acelerado e pode se espalhar aos consumidores. O índice de preços ao produtor japonês subiu 6,3% em maio, o maior ritmo em mais de três anos. Com o iene perto de 160 por dólar e sem munição para novas intervenções cambiais depois de gastar 11,7 trilhões de ienes em maio, o BOJ entendeu que só a política monetária resolve o que a intervenção não consegue.

Na quarta-feira, o Federal Reserve manteve sua taxa inalterada na faixa de 3,5% a 3,75%, pela quarta reunião consecutiva. Mas o sinal que importou mesmo não foi a decisão em si, mas a postura. As projeções trimestrais mostraram que nove membros do comitê veem uma alta justificada ainda em 2026, oito veem estabilidade e apenas um antecipa corte. Kevin Warsh, o novo chairman indicado por Trump com a expectativa de que reduziria juros, estreou em um ambiente em que a inflação PCE é projetada em 3,6% para o ano, ante 2,7% em março. Com isso, as Treasuries de 2 anos dispararam.

  • O Banco da Inglaterra também optou por manter, deixando sua taxa em 3,75% com votação de 7 a 2. A inflação britânica ficou em 2,8% em maio, mas o BoE alertou que deve subir no segundo semestre conforme o choque energético se transmite à economia mais ampla.

No Brasil, o Copom cortou a Selic em 0,25 ponto para 14,25% ao ano, pela terceira queda consecutiva. Mas o corte disfarça uma tensão interna: as expectativas de inflação para 2026 chegaram a 5,11% no Focus, acima do teto da meta, em 13 semanas seguidas de alta, enquanto o governo segue injetando estímulos na economia. O BC corta de um lado enquanto o fiscal empurra do outro, num cabo de guerra que complica qualquer ciclo de afrouxamento. Mesmo assim, o Brasil ocupa uma posição singular: com o juro real em 9,67% ao ano, retomou a liderança do ranking mundial, acima da Rússia, em segundo lugar com 9,31%.

O cenário que emerge dessa semana é de bancos centrais presos entre dois mundos. O Japão sobe. O Brasil corta com cautela. EUA e Reino Unido esperam, mas com viés de alta. O denominador comum é o petróleo, as guerras e a inflação pelo mundo. Enquanto o Estreito de Ormuz continuar sendo moeda de troca geopolítica, nenhum banco central do mundo poderá agir com tranquilidade.

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HEADLINES

World Big News

  • A capital da Rússia, Moscou, sofreu o maior ataque ucraniano desde o início da guerra em larga escala em 2022 (BBC)

  • Demanda global por petróleo deve atingir 124,1 milhões de bpd em 2050, projeta Opep (Times Brasil)

  • Cuba aprova reformas econômicas em meio à pressão dos EUA (DW)

Governo, Tesouro, BC e Brasília

  • Brasil rejeita seis dos nove textos aprovados pelo G7 (Valor)

  • Amigo de Lula, ex-governador da Bahia e alvo da PF: saiba quem é Jaques Wagner, alvo de busca em nova fase de operação sobre o Banco Master (Folha)

  • Hugo Motta pediu a Vorcaro empréstimo de R$ 22 milhões para empresa de cunhada, diz PF (Folha)

Economia Real, Agro e Commodities

  • Empresas brasileiras de rodovias podem virar líderes globais após ciclo de leilões (Brazil Journal)

  • Frigoríficos brasileiros negociam para retomar embarques à Venezuela (Globo Rural)

  • O Grupo Bom Futuro ofereceu pagar R$ 1,85 bilhão por 41,2 mil hectares de terras que pertencem à Radar, a joint venture da Cosan com a Nuveen (Brazil Journal)

Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia

  • Risco no crédito faz Itaú Asset apostar em academias e locadoras (Bloomberg Línea)

  • Verde faz ‘stock picking’ no Brasil – e compra ouro, prata e tech global (Brazil Journal)

  • Silvio Tini atinge 25,8% do GPA e se torna o maior acionista após flexibilização de estatuto (InvestNews)

Tech, Silicon Valley, Startups, VC, Criptos

  • Telepatia AI levanta US$ 33 mi com a16z para ‘segundo cérebro’ de médicos (Pipeline Valor)

  • QuintoAndar dobra aposta em IA com investimento de R$ 2 bilhões e inaugura nova sede (Bloomberg Línea)

  • Spotify aperta o cerco contra fraudes por IA para proteger receita de US$ 11 bilhões (Bloomberg Línea)

IPO, M&A, Private Equity e Special Sits

  • Sem aval do Cade a tempo, Júnior Friboi desiste de comprar maior confinamento de gado do país (InvestNews)

  • Investidores originais da Manus planejam recomprar a empresa de IA da Meta por US$ 2 bilhõe (Reuters)

GRÁFICO DO DIA

A SpaceX gera muito menos receita do que outras gigantes listadas…

AGENDA

Segunda 15/06:

Terça 16/06: Vendas no Varejo; Decisão Taxa de Juros Japão

Quarta 17/06: IBC-Br; Taxa de Juros Selic; Taxa-alvo de Fundos Fed; IPC Reino Unido

Quinta 18/06: Decisão da Taxa de Juros Reino Unido

Sexta 19/06: Feriados - EUA e China

MEMES SESSION

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