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Recap Brazil Week
Você vai para Nova York encontrar todo mundo da Faria Lima? Sim, vou – e juro que vale a pena.

Good morning, Brasil.
O Ibovespa começou a semana com uma leve queda de 0,17%, aos 176.975 pontos, estendendo a correção que já soma quase 11% desde as máximas de abril. O principal obstáculo da nossa bolsa tem sido o fluxo negativo de estrangeiros, que já retiraram quase R$ 3,9 bilhões do mercado local em maio. O movimento reflete a atração do capital global pela inteligência artificial nos EUA, deixando os emergentes em segundo plano.
Nesta segunda-feira, a agenda macro destacou números mais fracos do que o esperado sobre a atividade econômica do país em março, conforme o IBC-Br (-0,7%). Enquanto isso, a pesquisa Focus mostrou um aumento nas previsões para a Selic no final do ano, agora estimada em 13,25%, refletindo o desconforto do mercado com o cenário inflacionário.
O Paper of the Day traz um recap exclusivo da Brazil Week (e da Itaú Week) em Nova York, assinado por Julia De Luca (Itaú). Direto do epicentro das discussões, ela resume os principais highlights da semana que reuniu as maiores lideranças da Faria Lima e de Wall Street.
Aqui está o seu the news money de hoje.
QUICK TAKES
📎 Read: Master: operação da PF contra fraude bilionária completa seis meses e Justiça já bloqueou R$ 27,7 bilhões em bens de investigados (Agência Brasil)
▶️ Watch: O que os maiores investidores do mundo estão vendo no BRASIL (Rafael Furla)
#️⃣ Stat: IBC-Br cai em março, mas aponta crescimento econômico de 1,3% no 1º tri, mostra BC (InfoMoney)
❔ Para pensar: Como as fases da Lua impactam o mercado financeiro? (X)
POR QUE O MERCADO SE MOVEU:
(+) CSMG3 +3,48% — O Tribunal de Contas de Minas Gerais autorizou o prosseguimento da potencial oferta pública subsequente de ações da Copasa, no âmbito do processo de privatização da companhia.
(+) PETR3 +2,66% / PETR4 +2,13% — Principal suporte do índice no dia. A CEO da Petrobras anunciou que a empresa divulgará em breve a viabilidade comercial de uma nova descoberta no bloco Aram, no pré-sal da Bacia de Santos.
(-) BBAS3 -1,35% — Bancos em geral no vermelho, com ITUB4 -0,20%, BBDC4 -0,17% e SANB11 -0,26%.
(-) VALE3 -2,00% — Principal peso negativo do dia. Os futuros de minério de ferro em Dalian caíram 1,11%, pressionando toda a cadeia: CMIN3 desabou 9,32% e CSNA3 cedeu 4,21%.
CENTRAL DE RESULTADOS:
XP Inc. (XPBR31): Lucro líquido ajustado de R$ 1,32 bi no 1T26, alta de 7% anual. A receita líquida cresceu 8%, para R$ 4,73 bi, sustentada pelo varejo (R$ 3,77 bi) e pelo Banco de Atacado (R$ 1,15 bi, +26% anual). Os ativos totais de clientes chegaram a R$ 2,14 trilhões (+21% anual), com captação líquida de R$ 38 bi no trimestre. O ROE ficou em 21,7%. Junto com o balanço, a XP anunciou R$ 500 mi em dividendos, US$ 0,20 por ação Classe A, com pagamento em 18 de junho e um novo programa de recompra de R$ 1 bi.
PAPER OF THE DAY
Itaú Week em Nova York: onde o mercado encontra o fator humano
Por Julia De Luca
Você vai para Nova York encontrar todo mundo da Faria Lima? Sim, vou – e juro que vale a pena.
![]() | Julia De Luca é Corporate Development no Itaú, apaixonada por tecnologia, criadora da LatAm Tech Weekly e corredora assídua. |
Existem eventos. E existem eventos do Itaú.
Ano após ano, a Itaú Week em Nova York consegue entregar algo raro: uma experiência que evolui constantemente, mas nunca perde relevância. O lineup impressiona — CEOs globais, grandes investidores, economistas e lideranças de tecnologia —, mas isso, por si só, não explica tudo. O que realmente diferencia a semana é quem está na sala.
Em um momento em que tantas discussões giram em torno da inteligência artificial e da retirada do humano da equação, a semana funciona como um lembrete importante: as conexões que realmente movem o mercado continuam sendo construídas entre pessoas. A confiança ainda nasce em conversas mais longas, em jantares, em trocas menos apressadas. Relacionamentos seguem exigindo presença, nuance e contexto. Talvez seja exatamente essa a força da proposta — combinar uma agenda profundamente voltada ao futuro com uma convicção clara de que o fator humano permanece central.
Isso também apareceu nas conversas de mercado: O pano de fundo macro já sinalizava mudanças, mas a semana reforçou algumas leituras. O Brasil apareceu menos no radar global do que em anos anteriores, enquanto inteligência artificial e tecnologia passaram a dominar a narrativa. Mais do que isso, ficou a sensação de que a divisão clássica entre mercados desenvolvidos e emergentes está sendo substituída por uma nova lógica: quem está dentro do ciclo de AI e quem ainda está fora.
Entre investidores internacionais, o otimismo com o mercado americano chama atenção. Mesmo vozes historicamente mais cautelosas passaram a sinalizar confiança. Nesse cenário, o Brasil enfrenta um conjunto de fatores que ajuda a explicar o fluxo: parte relevante da alocação estrangeira já foi feita, o desempenho recente abriu espaço para realização de ganhos, os juros seguem elevados e os resultados das empresas ficaram aquém da temporada americana. Com o capital voltando para tecnologia nos Estados Unidos, impulsionado por AI, o movimento quase se explica sozinho.
Mas, ao longo da semana, os momentos mais marcantes vieram de outro lugar. Logo na abertura, no evento Itau BBA Next 100 Years, algumas ideias ficaram ecoando: Scott Nuttal, CEO do KKR disse que a “arrogância destrói valor”; e que negócios são, antes de tudo, “feitos entre pessoas que confiam umas nas outras”. Mike Sicilia, CEO da Oracle disse que, “talvez de forma contraintuitiva, o próprio setor de tecnologia pode ser o primeiro a ser profundamente transformado pela inteligência artificial.”
Na CEO Conference, essas reflexões ganharam ainda mais força. Mike Pompeo afirmou que líderes que falam demais tende a limitar a qualidade das decisões do time. E, de forma mais pessoal, Lucas Pinheiro disse que “muitas vezes estamos competindo por um propósito que não é verdadeiramente nosso.”
Em uma semana dominada por dados e narrativas de mercado, são esses insights mais humanos que acabam ficando.
No Tech Summit, a leitura era outra — mais direta, quase urgente. Estamos vivendo um momento crucial para a inteligência artificial. A janela está aberta, o capital existe e a velocidade importa. Para quem está construindo, a mensagem é clara: agora é a hora. Ao mesmo tempo, começa a se consolidar a visão de que modelos baseados em LLMs tendem a se tornar uma infraestrutura tão essencial quanto a internet se tornou. Não é uma questão de “se”, mas de “quando”.
Dentro desse contexto, um ponto importante emerge: o Brasil tem condições reais de ser um player relevante globalmente em AI. Existe talento, escala de mercado e capacidade de execução — e o desafio agora é transformar isso em timing e ambição.
Curiosamente, um outro tema atravessou a semana: o esporte. Seja nas discussões sobre liderança, propósito ou competição, as analogias estavam sempre presentes. O Sports Summit apenas tornou explícito algo que já estava ali o tempo todo.
No fim, a Itaú Week em Nova York é isso: uma combinação rara de intensidade intelectual com profundidade humana.
E talvez esse seja o principal aprendizado. Em um mundo cada vez mais moldado por algoritmos e automação, a infraestrutura mais importante continua sendo feita de pessoas.
É isso que, no final, faz toda a diferença.
Já contando os dias para 2027.
APRESENTADO POR GM FLEET
Brasileiros podem gastar até 4x a renda anual para ter um carro
O dado é da consultoria britânica Scrap Car Comparison e resume um ponto cego: a maioria calcula o carro pelo preço de compra, mas o preço é só a entrada…
Pega o seu caso e vai marcando de cabeça: IPVA e seguro, todo ano. Manutenção, que não avisa quando vem. Depreciação: até 25% do valor evaporam só no primeiro ano. E, quando for trocar, ainda tem o trabalho de revender.
Somou? Esse é o número que importa.
É aqui que a assinatura de carro entra: ela troca essa lista inteira por uma mensalidade fixa, com Chevrolet 0km e sem custo surpresa. Não é a única rota, comprar faz sentido pra muita gente, mas quem faz a conta completa decide com o número certo na frente.
HEADLINES
World Big News
Governo, Tesouro, BC e Brasília
Lula diz que Brasil também pode se associar aos EUA na exploração de minerais críticos 'se Trump deixar de brigar com Xi' (g1)
Fazenda eleva para 4,5% estimativa de inflação com guerra e petróleo (Agência Brasil)
Daniel Vorcaro investiu cifras milionárias para formar um conglomerado de mídia sob sua influência antes de ser preso e ter o banco liquidada pelo Banco Central (BC)
Economia Real, Agro e Commodities
Fazenda projeta impacto de R$ 6,2 bi por mês com medidas dos combustíveis (CNN Brasil)
Brasil perde 93 voos por dia em maio. Disparada na cotação do petróleo e seu efeito sobre o querosene de aviação, obrigou companhias a ajustarem seus planos (Valor Investe)
A fim de acelerar a inserção do segmento de supermercados no varejo farmacêutico, o Assaí projeta a abertura de 25 lojas-piloto até dezembro (Valor)
Faria Lima, Wall Street, Euro, Ásia
XP recruta CFO do Santander e reporta um tri pressionado (Brazil Journal)
Christian Egan será o novo presidente da B3 (Valor)
Alliança Saúde e Participações (AALR3), antiga Alliar, recorreu a um empréstimo de emergência de até R$ 76 milhões para evitar uma paralisação de suas operações (Bloomberg Línea)
Tech, Silicon Valley, Startups, VC, Criptos
Elon Musk perdeu o processo que movia contra Sam Altman e a OpenAI (TechCrunch)
Papa Leão publicará 1º grande documento sobre IA ao lado de cofundador da Anthropic (Bloomberg Línea)
IPO, M&A, Private Equity e Special Sits
A Shein, gigante chinesa de fast fashion, está adquirindo a varejista americana de roupas Everlane da gestora L Catterton em um negócio que avalia a companhia em cerca de US$ 100 milhões (InvestNews)
NextEra planeja comprar a Dominion Energy por US$ 66,8 bilhões, formando a maior empresa de energia dos EUA em meio à crescente demanda por IA (Reuters)
GRÁFICO DO DIA
Os rendimentos dos títulos do G7 estão atingindo as máximas em várias décadas devido à guerra com o Irã.

AGENDA
Segunda 18/05: IBC-Br; PIB Japão
Terça 19/05: —
Quarta 20/05: IPC Reino Unido; Atas da Reunião do FOMC (EUA)
Quinta 21/05: PMI Industrial (EUA); PMI Serviços (EUA)
Sexta 22/05: PIB Alemanha
MEMES SESSION

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